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Ninguém quer trabalhar na limpeza na Câmara do Entroncamento

Concursos ficam desertos e desempregados não se apresentam ou metem baixa

Presidente da câmara promete estar atento para ver se quem recusa trabalho tem a coragem de se apresentar a pedir ajuda na loja da solidariedade.

Edição de 08.09.2010 | Sociedade
A câmara do Entroncamento não consegue arranjar trabalhadores para o sector da limpeza. Há concursos abertos a que ninguém concorre e do centro de emprego não é enviado ninguém para aquelas funções. “Os raros trabalhadores que o centro de emprego envia vão-se embora ao fim de algum tempo ou metem baixa passados alguns dias”, explicou o presidente do executivo municipal, Jaime Ramos (PSD) na reunião de segunda-feira, 6 de Setembro. “Preferem continuar sem fazer nada a receber um qualquer subsídio do que trabalhar”, rematou o autarca.O assunto foi espoletado por uma chamada de atenção do vereador Henrique Cunha (PS), relativa à falta de limpeza da zona industrial. Aquele vereador da oposição pediu ao presidente do executivo que tivesse o assunto em atenção e que também responsabilizasse as empresas instaladas no local para zelarem pela limpeza nas zonas envolventes das suas instalações.O presidente da câmara diz que tem sido dada atenção ao arranjo de arruamentos, passeios e iluminação na zona industrial e que a limpeza só não é maior por dificuldades na contratação de pessoal. “A receita proveniente da venda de lotes tem sido integralmente aplicada na melhoria das condições na zona industrial. “Os concursos ficam desertos. Não há desempregados do concelho do Entroncamento para trabalhar na limpeza. As pessoas convocadas pelo centro de emprego para virem trabalhar para a limpeza na câmara, não vieram”.O autarca voltaria ao assunto a propósito de uma questão colocada pelo vereador Carlos Matias (BE) relativa à instalação no concelho da Loja Entroncamento Solidário que tem por objectivo reforçar o apoio a famílias carenciadas. Depois de explicar que vão decorrer obras num espaço alugado para o efeito, Jaime Ramos prometeu estar atento a quem se apresente para receber apoio. “Sempre quero ver se lá aparece alguma daquelas pessoas que recusou trabalho aqui na câmara. Não podemos andar a dar ajudas a quem não quer fazer nada”, disse.Esta não é a primeira vez que o presidente da câmara se refere ao problema do recrutamento de pessoal para o sector da limpeza. Em Dezembro do ano passado, respondendo numa reunião pública a uma cidadã que falava da falta de limpeza das sarjetas, Jaime Ramos admitiu que aquele serviço ainda não tinha sido feito por falta de pessoal.

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