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Tomé Correia

Tomé Correia

51 anos, empresário, Santarém

Nasceu em Mafra em 1959 e aos 12 anos mudou-se com a família para Santarém. Corria o ano de 1971. Hoje com 51 anos, Tomé Correia tem 4 filhos, é um dos dois sócios da empresa Ribatintas e sente-se um homem feliz e realizado com a vida que tem.

Edição de 08.09.2010 | Três Dimensões
Nasci a 31 de Agosto de 1959 em Mafra. Como lá só existia escola até ao antigo 5º ano (hoje 9ºano) e particular, o meu pai – que era funcionário público – pediu transferência para um outro sítio onde eu e o meu irmão (mais novo cinco anos) pudéssemos continuar os estudos. Chegámos a Santarém em 1971. Há nove anos que moro na zona de São Pedro.Casei-me em 1980 antes de ir para a tropa. Tenho quatro filhos. Os dois mais velhos, de 31 e 22 anos, já trabalham e são autónomos. A Leonor está no 10º ano e o Francisco frequenta o 4º ano. Tenho orgulho em todos eles.Nunca fui muito de estudar. O meu irmão, que já faleceu, era barra. Comecei no primeiro ano do ciclo preparatório da antiga escola industrial (actual Escola Secundária Dr. Ginestal Machado) e estive até ao segundo ano complementar de electrotecnia. Entretanto arranjei trabalho como responsável de uma livraria em Santarém. Depois fui para a tropa onde estive de 1980 até finais de 1981. Fiz a recruta na Escola Prática de Cavalaria em Santarém e mais tarde fui transferido para o quartel-general em Lisboa. Quando regressei à cidade mudei-me para o ramo das tintas incentivado por uma pessoa que me veio desinquietar onde estava (na livraria). Ofereceram-me mais 1500 escudos. Nessa altura era muito dinheiro e aceitei. Estávamos em Novembro de 1981. Entrei como funcionário na Sociedade Nacional de Tintas. Naquela crise de 1985 a Hempel (multinacional dinamarquesa) comprou essa empresa. Passei para a Hempel como técnico e comercial. Em 1995 houve a proposta para ficar em Santarém como agente da empresa. Inicialmente éramos três pessoas e fizemos uma sociedade. Neste momento somos dois sócios e os agentes distribuidores das tintas Hempel.Gosto do que faço. O que mais me atrai é o relacionamento com as pessoas. As relações humanas. A minha vida profissional e comercial sempre se pautou pelo bom relacionamento com toda a gente. Acima de tudo temos de ser sérios e honestos e assumir aquilo que fazemos. Não podemos ter duas caras.O meu dia-a-dia é complicado. Sempre a correr de um lado para o outro. Factura-se menos do que há uns anos mas mesmo assim não temos razão de queixa. Continuo a ser um comercial. Entrego, recebo e faço tudo. Sou patrão/trabalhador. É sempre a dar no duro. Com tudo isto, não me sobra tempo para muito mais. Ao fim-de-semana o único hobbie que tenho é ir à caça, quando é permitido. O pouco tempo livre que me resta é para ajudar em casa. Essencialmente nos jardins, nas regas e nas bricolages. Quando era mais novo nunca pensei no que queria ser. Fui andando e estudando. As duas actividades profissionais que tive foram ambas do meu agrado. Abracei esta que faço há 30 anos e sinto-me bem e realizado. Podia ter tirado um curso superior. Mas também não estou nada arrependido. Não temos de ser todos doutores ou engenheiros. Se voltasse atrás faria tudo na mesma.O meu lema de vida é viver a vida o melhor possível. Ser feliz. Trabalha-se muito mas também é bom termos algum prazer e desfrutarmos do que a vida tem de melhor para nos oferecer. Costumo também ajudar. Não sou adepto de andar nos bancos alimentares, mas participo sempre que há essas acções. É importante contribuirmos. Mas não deveria ser necessário dar este tipo de ajuda. Era bom sinal. Mas a situação tende a piorar.Jorge Afonso da Silva
Tomé Correia

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