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Construção da primeira fase da Plataforma da Castanheira já leva atraso de quatro meses

Construção da primeira fase da Plataforma da Castanheira já leva atraso de quatro meses

Até hoje foram investidos 50 milhões de euros e criados 150 postos de trabalho

A obra de construção da primeira nave da Plataforma Logística da Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, está com um atraso de quatro meses. Nos últimos dois anos e meio criou 150 postos de trabalho. Os 5 000 empregos directos e 12 500 indirectos prometidos na inauguração só serão reais em 2018.

Edição de 15.09.2010 | Sociedade
A construção da primeira nave da Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, já leva um atraso de quatro meses face ao inicialmente previsto pelos promotores do espaço, a espanhola Abertis Logística e o Estado Português. O compromisso formal, assumido aquando do lançamento da primeira pedra do projecto, em Março de 2008, apontava para a conclusão da primeira nave logística num prazo de três anos. Contudo, segundo a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, diversos problemas envolvendo a conclusão do aterro onde irá nascer a plataforma - em zona inundável pelo rio Tejo - forçaram a sucessivos atrasos. As más condições atmosféricas do último inverno também contribuíram para o arrastar dos trabalhos. A conclusão da primeira nave já sofreu por isso uma derrapagem, mas ficará pronta, segundo a própria empresa, no terceiro trimestre de 2011. O director-geral da Abertis em Portugal, Luís Neves, em declarações a O MIRANTE afasta o cenário de atraso nas obras e prefere lembrar que algumas intervenções estão mesmo adiantadas face ao previsto. Segundo aquele responsável as obras no aterro já se encontram avançadas e as fundações da primeira nave (com 10 mil metros quadrados) foram lançadas em Outubro de 2009, embora não estejam ainda concluídas.“O aterro técnico está em avançado estado de conclusão, com o gasoduto principal reposicionado, com as serventias principais de energia e água, bem como a regularização das linhas de água muito avançadas e com a infra-estruturação geral do projecto em curso”, refere.Nos últimos dois anos e meio a plataforma gerou 150 postos de trabalho, sobretudo ligados à construção. Números ainda distantes dos prometidos pelo Governo - 5 000 empregos directos e 12 500 indirectos quando a Plataforma estiver totalmente operacional, em 2018. “A criação de emprego encontra-se dentro do previsto. Com o arranque efectivo da fase de exploração do Abertis Logisticspark Lisboa (plataforma de Castanheira do Ribatejo) previsto para 2011 entramos numa fase em que os postos de trabalho criados serão ligados mais ao sector logístico”, esclarece o responsável. Actualmente, dos 370 milhões de euros de investimento previsto, foram aplicados até agora perto de 50 milhões, segundo a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha. No dia 3 de Setembro, durante uma visita à freguesia da Castanheira do Ribatejo, a presidente voltou a mostrar a confiança no projecto e na sua viabilidade.“Neste momento estão em fase final as negociações entre a câmara municipal, a Abertis e a Brisa, no sentido de resolver algumas questões em aberto para que posteriormente se possa desenvolver a obra de construção do nó de acesso à Auto-Estrada do Norte (A1)”, explicou a edil a O MIRANTE.“Já foram investidos mais de 50 milhões de euros no espaço. Vê-se apenas aterro, mas a primeira nave já foi adjudicada e a construção da plataforma vai continuar”, garantiu. Recorde-se que, com a deslocalização do aeroporto da Ota para Alcochete, há quem defenda que a plataforma poderá não ter a viabilidade económica esperada e poderá até nem conseguir suportar o investimento inicial que assentava numa estratégia que tinha como pedra basilar o novo aeroporto. Já em Março de 2009 o deputado Francisco Louçã (Bloco de Esquerda), em visita ao local, disse publicamente que temia que a plataforma se transformasse num “buraco financeiro”. Para a presidente da câmara municipal a deslocalização do aeroporto não compromete a viabilidade da plataforma. “Quando a começaram a construir deixaram muito claro que não era o aeroporto que os fazia escolher este local, mas sim a centralidade e a relação que Vila Franca de Xira tem para com o país inteiro”, disse. A plataforma promete oferecer armazéns versáteis numa área de construção de 500 mil metros quadrados, equivalente a mais de 50 campos de futebol.
Construção da primeira fase da Plataforma da Castanheira já leva atraso de quatro meses

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