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Empresas de Alverca procuram trabalhadores especializados mas cursos profissionais têm pouca procura

Empresas de Alverca procuram trabalhadores especializados mas cursos profissionais têm pouca procura

Director da Escola Secundária Gago Coutinho lamenta que os alunos procurem outro tipo de áreas

As empresas de Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, precisam com urgência de mão de obra qualificada nas áreas da mecânica, aeronáutica e electricidade, mas na Escola Secundária Gago Coutinho esses são os cursos menos procurados.

Edição de 15.09.2010 | Sociedade
São mais de cinquenta as empresas de Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, que têm protocolos assinados com a Escola Secundária Gago Coutinho e que precisam com urgência de técnicos qualificados nas áreas da mecânica, manutenção de aeronaves e de instalações eléctricas. Apesar de tanta oferta laboral os cursos profissionais destas áreas têm uma procura inferior às necessidades das empresas. O lamento é do director da Escola Secundária Gago Coutinho, Sérgio Amorim, e foi feito à margem da visita do primeiro-ministro José Sócrates e da ministra da educação Isabel Alçada aquele estabelecimento de ensino, no dia 9 de Setembro, para assinalar o início do ano lectivo. “Não temos tido muita procura por parte dos alunos em relação a estes cursos profissionais e as empresas precisam de mais gente com estas habilitações. Esperemos que ao longo do ano se consiga inverter um pouco esta tendência porque se trata de uma oferta fundamental para as empresas da região e para a escola. Ainda agora queríamos fazer um protocolo com a Solvay mas não o concretizámos porque não conseguimos ter alunos suficientes para abrir uma turma para o curso de electromecânica”, lamenta o responsável a O MIRANTE.“Qualquer aluno que se forme nestas áreas facilmente arranja trabalho. Apesar disso continuam a evitá-los, acho que isso se deve às matérias, que são sobretudo matemáticas e físico-químicas”, refere. Sérgio Amorim diz lamentar que os jovens prefiram os cursos de “papel e lápis” que têm muito menor empregabilidade no concelho.“Hoje os cursos de manutenção industrial, manutenção de aeronaves, instalações eléctricas e mecatrónica têm saídas profissionais garantidas. As empresas estão a precisar de muita gente nestas áreas”, acrescenta o responsável.Actualmente os cursos profissionais mais procurados naquele estabelecimento de ensino são os de informática e de apoio psico-social. Ao todo frequentam a Escola Secundária Gago Coutinho, em todas as valências de ensino, 1 100 alunos.José Sócrates, que visitou a escola para marcar o arranque do ano lectivo, considerou-a “um modelo nacional” no que diz respeito aos cursos profissionais ali leccionados e considerou que estes são uma mais valia para a região e para o país.“Durante anos a fio nós desqualificámos o ensino profissional. Rebaixámos socialmente o ensino profissional e foi a partir dos anos 70 que a ideia de igualitarismo no ensino desvalorizou o ensino profissional. Isso foi um grande erro que estamos agora a corrigir”, admitiu o líder do Governo.Depois de visitar a escola – que vai sofrer uma remodelação orçada em 13 milhões de euros durante o próximo ano – Sócrates distribuiu os diplomas de final de curso a meia centena de alunos, numa cerimónia onde estiveram presentes o Governador Civil de Lisboa, António Galamba, a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira Maria da Luz Rosinha e vários autarcas e responsáveis de organismos públicos.Entre os alunos destaque para Fábio Conceição, de Queluz, que recebeu o prémio de mérito (um cheque de 25 euros) e Paulo Santos, que deu o seu testemunho como aluno finalista do curso de técnico de manutenção aeronáutica, um curso profissional que nasce de um protocolo celebrado há quatro anos entre a câmara municipal e a OGMA – Indústria Aeronáutica. O presidente da OGMA, Eduardo Bonini, revelou na cerimónia que um terço dos trabalhadores da empresa não tem o 12º ano de escolaridade e que quase 300 trabalhadores estão hoje a frequentar cursos de reconhecimento, validação e certificação de competências para terem equivalência a esse grau de escolaridade.
Empresas de Alverca procuram trabalhadores especializados mas cursos profissionais têm pouca procura

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