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Incêndio destrói carrinha e dois anexos de uma família de Porto Alto

Incêndio destrói carrinha e dois anexos de uma família de Porto Alto

António Narciso, 43 anos, é motorista e encontra-se desempregado

A carrinha de António Narciso foi devorada pelas chamas que também destruiram dois anexos da sua casa em Porto Alto, concelho de Benavente. O aparecimento de fósforos a poucos metros do local leva o proprietário a pensar que se tratou de fogo posto.

Edição de 15.09.2010 | Sociedade
O incêndio que deflagrou no exterior da casa de António Narciso, 43 anos, morador no Porto Alto, concelho de Benavente, consumiu totalmente a sua carrinha e dois anexos, onde guardava móveis e roupa de Inverno. A tragédia só não tomou proporções maiores, na manhã de quarta-feira, 8 de Setembro, porque um vizinho ouviu as explosões dos vidros que rebentaram devido à intensidade do calor e deu o alerta. Os bombeiros e os vizinhos ocorreram rapidamente ao local e conseguiram impedir que as chamas chegassem à habitação. O morador faz questão de agradecer aos soldados da paz e a todos aqueles que acudiram naquela manhã de aflição. “Viveram-se momentos de pânico. Tiveram de retirar de casa a minha sogra que é amputada das pernas e o meu sogro porque naquela altura pensava-se que as chamas alastrassem até lá”, relata António Narciso junto da carrinha completamente devorada pelas chamas. “Era as nossas pernas que nos levava para todo o lado. Vai-me fazer imensa falta”, diz, resignado o motorista de pesados que neste momento se encontra desempregado.O aparecimento de fósforos junto a terra queimada, a poucos metros dos anexos, indicia tratar-se de fogo posto. Essa é, pelo menos, a convicção do morador que perdeu bens no valor superior a cinco mil euros. “Não tenho dúvidas que os responsáveis acenderem alguma coisa e depois lançaram contra os anexos”, defende António Narciso.A GNR de Samora Correia esteve no local por duas vezes a recolher vestígios e informou a Polícia Judiciária da ocorrência, mas esta não se deslocou à Rua Norton de Matos para investigar, alegando que o valor em causa “era insignificante” e não se justificava a ida ao local do incêndio. Esta informação foi confirmada pela GNR de Samora Correia que levantou o respectivo auto e enviou-o para a PJ e Tribunal de Benavente, que irá agora decidir a quem compete a investigação. A situação revoltou António Narciso. “Acredito que devem estar atulhados em trabalho, mas se fosse outra pessoa de certeza que eles teriam vindo”, diz indignado o morador.Ironicamente a única coisa que se salvou no meio das chamas foi uma dedicatória escrita no livro de Isabel Cruz Alemão que, juntamente com António Narciso, ajudarou a fundar a Associação de Pais do Porto Alto.
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