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Livro espanhol sobre José Saramago será lançado no Brasil

Estreia do documentário “José e Pilar” será também nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro
Edição de 15.09.2010 | Sociedade
Um livro espanhol sobre o escritor português José Saramago, ainda inédito em Portugal, será lançado no Brasil, numa homenagem ao prémio Nobel de Literatura, falecido em Junho deste ano. “As palavras de José Saramago”, de Fernando Gómez Aguilera, com declarações e depoimentos do escritor português, será lançado a 21 de Setembro, no Brasil, anunciou o responsável pela edição.Luiz Schwarcz, editor de Saramago no Brasil, salientou que o lançamento será uma forma de homenagear o autor português no país onde ele é “um dos mais queridos escritores”. “Não houve no Brasil nenhum rito que tivesse assinalado a morte de José Saramago”, disse o editor, durante um debate sobre o autor português, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo“A ideia de lançar o livro aqui (Brasil) antes de Portugal é prestar essa homenagem, sendo que o local escolhido para o lançamento será o mesmo onde Saramago recebia o público quando visitava São Paulo”, salientou. No debate, Luiz Schwarcz relembrou as diversas visitas do escritor ao país e disse que o Brasil “era um terreno fértil” para as inspirações de José Saramago. “Foi no Brasil, durante o lançamento de ‘A Viagem do Elefante’, que José Saramago teve a ideia de escrever ‘Caim’”, salientou.O realizador português Miguel Gonçalves Mendes revelou, no debate, que a estreia do documentário “José e Pilar”, no Brasil, será em Novembro, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Gostava que o documentário fizesse o maior sucesso aqui, é um filme bem diferente, um outro José Saramago que os brasileiros vão conhecer”, disse o realizador à agência Lusa. O realizador acompanhou durante três anos a vida de José Saramago e de sua mulher, Pilar del Rio, reunindo depoimentos do escritor, único prémio Nobel de literatura em língua portuguesa. “Sempre fui desde adolescente um grande admirador do trabalho de Saramago, não só como escritor, mas como pessoa, e sempre me irritou uma espécie de ódio visceral que existia em relação a ele”, disse.“Achava que era bom ter o outro lado de Saramago e sobretudo uma coisa que nunca alguém havia focado, a relação dele com a Pilar, uma união perfeita entre duas pessoas muito distintas”, afirmou.No debate, João Marques Lopes, biógrafo de Saramago, explicou as razões históricas que levaram o escritor português a ter uma postura crítica em relação às religiões. “Saramago nasceu em 1922, viveu sob uma ditadura brutal e sob o peso da religião, que não sofremos actualmente. As pessoas daquela geração ficaram marcadas”, disse.

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