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Presidente do Agrupamento de Vila Franca de Xira defende mais autonomia para as escolas

Presidente do Agrupamento de Vila Franca de Xira defende mais autonomia para as escolas

Teodoro Roque considera que estabelecimentos devem apostar na diferenciação para melhorar resultados

O presidente do Agrupamento de Escolas Dr. Vasco Moniz, em Vila Franca de Xira, mostra-se preocupado com o facto de existirem cada vez menos alunos interessados em aprender. Na semana em que se iniciou mais um ano lectivo Teodoro Roque defendeu mais autonomia para as escolas.

Edição de 15.09.2010 | Sociedade
Há cada vez menos alunos preocupados em aprender. O aviso, em jeito de alerta, foi deixado pelo presidente da comissão administrativa provisória do Agrupamento de Escolas Dr. Vasco Moniz, em Vila Franca de Xira, a poucos dias do início de mais um ano lectivo. Teodoro Roque – que ocupou o cargo de director da Escola Secundária Alves Redol até 1 de Agosto, altura em que o estabelecimento de ensino passou a integrar o Agrupamento de Escolas Dr. Vasco Moniz – discursava antes da cerimónia de entrega dos diplomas aos 113 finalistas da Secundária Alves Redol, que decorreu no final da tarde de quarta-feira, 8 de Setembro, no estabelecimento de ensino (ver caixa).“Encontrei neste vasto número de alunos o melhor que a escola pública tem. Mas isso está a diminuir. Hoje temos na escola pública cada vez menos alunos com a preocupação pelo saber”, disse o responsável perante uma plateia preenchida.No final da sessão e depois de interpelado por O MIRANTE, Teodoro Roque foi mais longe. “A partir do momento em que defendemos uma escolaridade obrigatória de 12 anos, vamos passar a ter, não só aqueles que se revêem neste modelo de ensino, mas também todos os outros. E é importante saber aquilo que se quer”, salientou, apontando um caminho. “A escola pública precisa de fazer alguns ajustamentos porque estamos também a receber aqueles alunos que não querem cá andar. E esses às vezes prejudicam o ritmo de funcionamento. Defendo a autonomia das escolas na perspectiva de se poder organizar para dar as respostas e criar essa diferenciação, do modo que entender, para ter bons resultados escolares”, refere Teodoro Roque.O professor considera que essa diferenciação não irá criar divisões nem discriminações. “Naturalmente que os bons alunos também se queixam às vezes de que são um pouco refreados nas suas aprendizagens pelos outros colegas. Mas acredito que os professores têm conseguido, por novas metodologias, por dinâmica de grupo, tentado resolver essa situação. Começamos a ter necessidade também de poder com os nossos conhecimentos e enquanto profissionais dar outra organização às turmas”, defende o residente.Teodoro Roque garante que é preciso apostar na melhoria dos resultados escolares. No seu entender há ainda disciplinas em que é necessário reforçar o trabalho e a atenção para que os alunos possam melhorar as suas notas. “Nomeadamente a História e Português que é determinante”, afirma o docente.
Presidente do Agrupamento de Vila Franca de Xira defende mais autonomia para as escolas

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