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Rede de Mosteiros Portugueses nasce em Tomar e quer singrar como marca internacional

Rede de Mosteiros Portugueses nasce em Tomar e quer singrar como marca internacional

Parceria entre municípios de Tomar, Batalha, Alcobaça e Lisboa conta com 15 milhões de euros para promover monumentos

A Rede de Mosteiros Património da Humanidade pretende criar uma marca turística que cative os visitantes e promover monumentos e eventos.

Edição de 15.09.2010 | Sociedade
O Convento de Cristo em Tomar e os Mosteiros de Alcobaça, Batalha e dos Jerónimos, em Lisboa, estão ligados em rede desde 8 de Setembro, dia em que foi formalizada a constituição da Associação “Mosteiros de Portugal”. Uma cerimónia marcadamente protocolar que teve como palco a Charola do Convento de Cristo e contou com dezenas de convidados e parceiros dos quatro municípios envolvidos, responsáveis do IGESPAR e ainda o secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle.    O objectivo da “Rede de Mosteiros Património da Humanidade” passa por criar uma marca turística que cative os visitantes - não só a nível nacional como internacional - e elaborar estudos para as acções de promoção dos monumentos e eventos, além do trabalho para aceder a apoios. A parceria entre estes monumentos, todos eles classificados como Património da Humanidade pela UNESCO e localizados entre si num eixo de 120 quilómetros, vai ter 15 milhões de euros (ver caixa) disponíveis para  promover maior divulgação e recuperação até 2013. No ano passado os quatro mosteiros tiveram 1,3 milhões de visitantes.“Optimizam-se recursos, há itinerância, há ciclos, portanto, estes quatro mosteiros ligados em rede vão ganhar público, com certeza, e ganhar mais prestígio internacional”, afirmou Elísio Summavielle, afirmando acreditar que esta rede possa ser auto-sustentável. Por isso, o governante foi muito claro ao afirmar que “está na hora de deixar a lógica do quintal” e começar a retirar proveito económico do património que está ao dispor do país. Para o governante, esta rede “é um exemplo vivo de um trabalho invisível continuado”, no qual destacou o trabalho das câmaras municipais e dos organismos do Ministério da Cultura. Também o director do IGESPAR, Gonçalo Couceiro, esteve presente na cerimónia, realçando o impacto turístico que este projecto pode vir a no futuro.Na ocasião, o presidente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), afirmou que “os quatro concelhos já beneficiam das vantagens de ter no seu território estes monumentos”, pelo que agora devem “dar o salto” para deixarem de ser quatro e passarem a ser uma unidade com uma dimensão que mais nenhuma tem, “representando uma região com capacidade de inovação”. Já o edil da Batalha, António Lucas, disse que a futura marca internacional “é um bom caminho para se vender mais os nossos espaços”, frisando que se deve alterar a filosofia de um turismo de passagem para um turismo residente nestes concelhos. Por seu lado, Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça, defendeu que esta rede representa um novo “paradigma da concertação”, salientando que as administrações local e central têm que ter a percepção da responsabilidade em relação a este património, que é da Humanidade. Em representação da Câmara de Lisboa, o director municipal da Cultura, Francisco Motta Veiga, apelidou esta parceria de “quarteto virtuoso”, epíteto mais tarde repetido por Elísio Summeville, que pensou esta rede em 2009 quando era director do IGESPAR. O governante considera que se deve aproveitar a verba disponível na rede para obras de recuperação dos monumentos, por exemplo, na limpeza da Janela do Capítulo, em Tomar.Mais de 15 milhões de investimento para captar mais visitantesO contrato de financiamento, obtido em cerca de 80% através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no valor de 15, 3 milhões de foi igualmente assinado nesta manhã perante os presentes contando com a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Alfredo Marques e da presidente da CCRC de Lisboa e Vale do Tejo, Teresa Almeida. Alfredo Marques considerou que, da cerca de uma dezena de projectos intermunicipais com financiamento aprovado pelo QREN, o da Rede de Mosteiros Património da Humanidade “é o mais importante”. Já Teresa Almeida realçou que as parcerias “são essenciais para fomentar um desenvolvimento crescente e sustentável”, que deve passar pela coesão económica, social e territorial.
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