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Entrevista ao biólogo César Garcia

Edição de 22.09.2010 | O Mirante dos Leitores
Estranho não referir as torres eólicas nas Serras d’ Aire e Candeeiros. Isso sim, um atentado à paisagem de dimensões únicas desde que o território é habitado! Também há a questão da fauna. Quem esteve junto de uma dessas torres eólicas percebe que é impossível qualquer ave sobreviver nesses locais ou passar perto, não só pelo movimento das pás mas também pelo ruído. Esquecer as eólicas talvez devido ao patrocínio que recebe da EDP, compreende-se. Claro que as pedreiras devem ser minimizadas mas sempre ocupam muita mão-de-obra, são exportadoras e de alto valor acrescentado. Ao contrário, as eólicas representam um custo maior de energia (o preço do KW é mais do dobro do dos sistemas convencionais).Pedro MiguelResposta ao comentário Ex.mo Senhor Pedro Miguel. Tem toda a razão no que diz. Realmente não falei nas eólicas mas não foi devido à EDP, era o que mais faltava. Dei a entrevista num pequeno espaço de tempo e muito ficou por dizer. E ainda lhe digo mais, como cidadão e investigador sou contra a construção de algumas barragens programadas pela EDP, e até participei no estudo de impacto à Barragem do Tua, onde a equipa se limitou a dizer o que existia ou não. Quem decide fica com a responsabilidade. Não julgue que por fazer parte de uma equipa que tem um pequeno projecto financiado pela EDP me iria “esquecer” de mencionar esse facto. Mas digo-lhe o seguinte, a energia eólica vai ser cada vez mais uma realidade em Portugal e no mundo e a investigação tem de arranjar formas de desviar as aves e minimizar os impactos. Em relação às pedreiras é lógico que tem razão, quando mencionei as normas ambientais pensei no que é feito noutros locais, fazer revegetação com espécies autóctones, por andares, nos locais que já não estão a ser explorados. Só isso! Em relação ao melhor processo de produzir energia minimizando os impactos deixo para os especialistas.César Garcia

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