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Moita Flores diz que “a verdadeira latrina política do país está no PS de Santarém”

Reacção a comunicado dos socialistas onde se critica construção de parque de estacionamento subterrâneo
Edição de 22.09.2010 | Política
O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), disse esta segunda-feira, durante a reunião do executivo, que “a verdadeira latrina política do país está no PS de Santarém”. O autarca reagiu de forma violenta ao comunicado emitido sábado pela concelhia socialista onde esta criticava o alargamento da área de estacionamento pago na cidade, a partir de 1 de Outubro, e classificava como um “disparate” a construção do parque de estacionamento subterrâneo no Jardim da Liberdade. Moita Flores adjectivou de forma contundente os dirigentes socialistas de Santarém, em particular o presidente da concelhia a quem apelida de “inspector do grelo”, numa alusão ao facto de Pedro Pimenta Braz ser inspector do Ministério da Agricultura. Classificou ainda o comunicado socialista como “um conglomerado de disparates” e o PS como “uma miséria moral” e “uma verdadeira lixeira política”.O autarca voltou a dizer que o PS “quer uma cidade de vacarias e de cavalariças” e que tem “um conceito de cidade fascista”, de “cidade fortim”, hostil ao que é de fora. Discurso semelhante ao já havia proferido na assembleia municipal na madrugada de sábado, quando a bancada do PS se pronunciou contra a parceria público-privada que resultou na construção do Jardim da Liberdade e respectivo parque subterrâneo por uma empresa privada em troca da concessão do estacionamento à superfície numa zona alargada do centro da cidade.Moita Flores recordou que alguns dos autores do comunicado que se manifestaram agora contra o parque subterrâneo eram vereadores no executivo quando, no mandato liderado pelo socialista Rui Barreiro (2002-2005), foi aberto um concurso público para construção de um parque subterrâneo no Largo Infante Santo. Concurso que acabou por ficar deserto.“Não há maior falta de respeito pela sua própria idiossincrasia quando os responsáveis por este comunicado são quem abriu um concurso para um parque subterrâneo que ficou deserto”, reforçou, acusando os socialistas de se contradizerem e de “pulhice intelectual” ao dizerem que o parque subterrâneo agora inaugurado é um “disparate”. “Vejam o disparate: a partir de Outubro é a população de Santarém que vai pagar o parque subterrâneo à entidade privada! Ou seja, aquilo que pagar é para a empresa que construiu o parque. É tudo tão mau que nem sequer essas receitas ficam em Santarém”, lê-se no comunicado do PS dirigido à população de Santarém, onde se refere que já existe um parque subterrâneo (no W Shopping) “que raramente tem ocupada sequer metade da sua capacidade”..O vereador do PS António Carmo pretendeu intervir durante a reunião de câmara após a intervenção do presidente, mas Moita Flores não lhe concedeu a palavra.

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