uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
Advogado que exige honorários à Câmara de Santarém não gostou das notícias e queixou-se ao Ministério Público

Advogado que exige honorários à Câmara de Santarém não gostou das notícias e queixou-se ao Ministério Público

Presidente da câmara, directores do jornal e jornalista são arguidos por crimes de difamação

Advogado de Santarém, Oliveira Domingos, não gostou das notícias que davam conta dos processos que tinha contra a câmara municipal a pedir milhares em honorários e avançou com processo-crime.

Edição de 22.09.2010 | Sociedade
O advogado que reclama da Câmara de Santarém o pagamento de honorários de mais de 400 mil euros não gostou de ver as notícias sobre o diferendo e apresentou queixa no Ministério Público contra O MIRANTE. Oliveira Domingos também se queixou do presidente da autarquia, Moita Flores, por se sentir difamado com os comentários que o autarca fez ao jornal. Num dos quais o presidente diz que o pedido de honorários é “uma coisa tão indigna” da sua sensibilidade que, realçou, não era “capaz de falar sobre isso”. O director-geral de O MIRANTE, o director editorial bem como o jornalista que escreveu os artigos já foram constituídos arguidos por crimes de difamação e prestaram declarações na segunda-feira, dia 20, no Ministério Público de Santarém. Recorde-se que Oliveira Domingos já tinha ameaçado avançar com o caso para tribunal num direito de resposta que foi publicado na edição de 21 de Janeiro. E uma semana depois o presidente do município confirmava que Oliveira Domingos lhe tinha dirigido uma carta na qual dizia que lhe ia mover um processo-crime, acrescentando que leu a missiva na diagonal e não lhe deu grande importância, mandando arquivá-la. Recorde-se que o caso em que o advogado pede mais de 400 mil euros, incluindo os impostos, foi levantado por O MIRANTE. Oliveira Domingos exige em tribunal o pagamento da quantia que diz não ter sido liquidada pela autarquia. Os montantes dizem respeito a alguns processos que o causídico acompanhou no primeiro mandato de Moita Flores (PSD), depois de ter terminado a avença que mantinha no mandato anterior (2001-2005), quando era presidente de câmara o socialista Rui Barreiro. Oliveira Domingos, na avença que tinha com a câmara no mandato de Rui Barreiro, recebia 36 mil euros por ano, dividido em prestações mensais. No contrato estava ainda estabelecido pagar ao advogado honorários nas acções da câmara municipal em que estivessem em causa valores patrimoniais. Entre os processos que acompanhou e pelos quais pede o pagamento de honorários estão os relacionados com a venda do Teatro Rosa Damasceno e com a situação do esqueleto do hotel perto do Centro Nacional de Exposições.O caso veio assumir carácter de polémica quando o presidente da Câmara de Santarém disse a O MIRANTE que não respondia à carta que o advogado lhe tinha enviado porque tinha “uma vida ocupada” e não podia “perder tempo com coisas fúteis” porque tem uma câmara para governar. Moita Flores acrescentava ainda que “coisas fúteis e revistas cor-de-rosa são para ler nos consultórios médicos quando se está à espera de consulta”. Antes, quando o assunto foi noticiado pela primeira vez, na edição de 7 de Janeiro, o autarca tinha dito que ao longo da vida conheceu centenas de advogados, “alguns com quem aprendi noções de ética e nobreza, mas também alguns que estão dispostos a tudo”. Moita Flores revelou que na carta o advogado dava um prazo para confirmar se tinha proferido estas declarações ao jornal.
Advogado que exige honorários à Câmara de Santarém não gostou das notícias e queixou-se ao Ministério Público

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...