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Construtora vai à falência sem acabar EB1 da Póvoa de Santa Iria

Construtora vai à falência sem acabar EB1 da Póvoa de Santa Iria

Encarregados de educação criticam a falta de arranjos exteriores do espaço

A empresa responsável pela construção da EB 1/JI do Casal da Serra, na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, foi à falência sem acabar as obras. Os pais estão revoltados e apontam “falhas graves” na construção. A câmara já garantiu que vai activar as garantias bancárias para concluir os trabalhos.

Edição de 22.09.2010 | Sociedade
Os pais e encarregados de educação dos alunos da EB1 e Jardim de Infância do Casal da Serra na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, estão revoltados porque o estabelecimento de ensino não foi concluído e apontam “erros graves” no processo de construção.A firma a quem foi adjudicada a obra abriu falência e deixou uma parte da construção por concluir. As queixas dos pais surgiram à margem da inauguração da nova biblioteca e centro de recursos da EB1/JI do Casal da Serra. Os pais criticam a falta de arranjo dos espaços exteriores, jardins, passeios e alertam para o perigo de um muro de suporte de terras, próximo do ringue onde as crianças praticam desporto, que ameaça ruir.“Vamos entrar no período das chuvas e a nossa grande preocupação é o que vai acontecer com um muro que existe na escola e que está paredes meias com o parque desportivo onde as crianças praticam deporto. Está em mau estado e não sabemos o que poderá acontecer ali se as chuvas forem fortes. Esta escola tem um processo de nascimento que infelizmente não correu da melhor forma. Com um ano de existência encontramos nesta escola várias deficiências de construção, algumas delas bastante graves”, lamenta João Santos, presidente da Associação de Pais a O MIRANTE.“Eu pessoalmente, como pai, acho triste porque vejo que é uma escola nova e está muito mal tratada. O espaço exterior não está bem tratado. Sendo uma escola nova faria todo o sentido que não houvesse nenhuma destas preocupações”, acrescenta. Face às crescentes reclamações dos pais a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira decidiu accionar as garantias bancárias da obra para poder concluir os trabalhos. No seu discurso a presidente Maria da Luz Rosinha reconheceu a existência dos problemas e explicou que estes se devem a um mau desenvolvimento da obra por parte da empresa empreiteira, que entretanto abriu falência sem concluir os trabalhos.“A câmara viu-se obrigada a realizar um conjunto de procedimentos para accionar as garantias bancárias. As obras terão início tão breve quanto o procedimento administrativo permitir”, explicou. A edil pediu desculpa pelo transtorno. “Como em tudo na vida, há situações que nos ultrapassam”, justificou.A directora do agrupamento de escolas D. Martinho, Teresa Amaral Diogo, a que pertence a EB1/JI do Casal da Serra, mostrou-se esperançada numa resolução célere do problema. A escola foi inaugurada a 26 de Janeiro de 2009, custou um milhão e 425 mil euros e tem uma área que agrupa oito salas de aula destinadas a alunos do primeiro ciclo do ensino básico e três salas destinadas a jardim de infância.Alunos têm nova biblioteca e centro de recursosA Escola Básica do Casal da Serra, na Póvoa de Santa Iria, tem uma nova biblioteca e centro de recursos. O espaço foi inaugurado pela presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, na quarta-feira, 15 de Setembro. As crianças passam agora a ter à sua disposição vários livros, jogos e equipamentos para aprender. O presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria, Jorge Ribeiro, disse estar satisfeito com o facto de todas as escolas da freguesia estarem agora dotadas destes equipamentos. A presidente do município, Maria da Luz Rosinha, destacou que desde 1998 já foram investidos perto de 998 mil euros na criação destes espaços e informou que até ao final do ano será inaugurada a biblioteca e centro de recursos da EB1 da Malvarosa, em Alverca do Ribatejo. Também a directora do agrupamento de escolas D.Martinho, Teresa Amaral Diogo, disse estar satisfeita com o novo espaço e só lamentou ainda ficar com muitas prateleiras vazias. “Os pais vão colaborando e oferecendo livros e todas as pessoas da comunidade são convidadas a oferecer alguns livros. Se não for com a contribuição das famílias é difícil durante este ano lectivo encher a biblioteca porque não vamos receber mais dinheiro para isso. Teremos de ficar à espera das verbas que vierem ao longo dos próximos anos mas isso pode levar até 4 ou 5 anos”, concluiu.
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