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Forno da Póvoa de Santa Iria vai poder realizar até duas mil cremações por ano

Forno da Póvoa de Santa Iria vai poder realizar até duas mil cremações por ano

Edifício está a ser construído no cemitério da cidade que já não tem possibilidade de expansão

O novo forno crematório da cidade da Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, fica pronto a funcionar até ao final do mês de Outubro. A obra está a sofrer as últimas intervenções e, depois de concluída, poderá efectuar até duas mil cremações por ano.

Edição de 22.09.2010 | Sociedade
A obra de construção do forno crematório da Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, ficará pronta até final de Outubro. A garantia foi dada por António Balha e Melo, director geral da empresa Servilusa, a responsável pelo equipamento, na manhã de 15 de Setembro, durante uma visita do executivo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ao local. O novo equipamento vai permitir realizar até duas mil cremações por ano. O custo total da obra ronda um milhão de euros. O edifício está a ser construído no cemitério da cidade, que já não permite expansão. A empresa vai explorar o forno em direito de superfície durante 20 anos. O prazo é prorrogável por períodos de cinco anos. Por esse direito a Servilusa pagará aos cofres do município dez mil euros por ano, valor actualizado à taxa de inflação.O edifício tem uma área de quase 500 metros quadrados e outros 600 metros quadrados destinados a arranjos paisagísticos. O espaço terá jardins, salas de espera, capela e um “jardim da memória”, onde os familiares poderão depositar as cinzas dos seus entes queridos. O processo de cremação expõe o corpo a temperaturas entre os 900 e os 1100 graus célsius, numa mistura de gás e oxigénio que leva à autocombustão dos tecidos. O processo dura perto de duas horas e custará cerca de 195 euros, excepto para a população do concelho. Nesses casos o valor a pagar será de 75 euros, sendo que o restante é suportado pela câmara municipal.“Há muito tempo que se sentia a necessidade de ter um equipamento deste género no concelho de Vila Franca de Xira, de onde as pessoas tinham que sair para cremar os seus entes queridos. Este não será um equipamento local, será mais abrangente e servirá também a região de Lisboa”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha.Recorde-se que em Setembro de 2009 alguns moradores expressaram a O MIRANTE preocupações face a uma eventual emissão de poeiras e fumos. Na ocasião Paulo Carreira da Associação Portuguesa dos Profissionais do Sector Funerário e da empresa Servilusa garantiu que o forno da Póvoa será inócuo. “Os fumos e cinzas são um mito. Primeiro só é possível a cremação de urnas biodegradáveis. Depois a empresa faz medições anuais nos nossos fornos e as emissões estão sempre abaixo dos parâmetros legais exigidos ao nível do ambiente. Obviamente que tem de haver controlo e manutenção dos fornos para que isso aconteça”, lembrava o responsável.O forno crematório da Póvoa de Santa Iria é o quarto equipamento do género construído em Portugal por privados, à semelhança do que aconteceu na Figueira da Foz, Rio de Mouro (Sintra) e Elvas.Maria da Luz Rosinha quer ser cremadaA presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, confidenciou durante a visita ao crematório da Póvoa de Santa Iria que quer ser cremada quando morrer. A autarca manifestou ainda o desejo de ver as cinzas depositadas na sua terra natal, Vila Franca de Xira, acompanhadas de um ramo de rosas amarelas, as suas favoritas. “É um processo extremamente sereno e ambientalmente melhor que os funerais tradicionais”, explicou a presidente, de 62 anos.
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