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Moradores da Encosta do Moinho revoltados com abandono da urbanização

Moradores da Encosta do Moinho revoltados com abandono da urbanização

Empreendimento tem dois anos mas falta limpeza e espaços verdes dignos

Em finais de 2008 a Câmara de Vila Franca de Xira recepcionou a urbanização e baixou as garantias bancárias do empreiteiro de 800 mil para os 250 mil euros. Mas os trabalhos de manutenção e limpeza foram esquecidos na Urbanização da Encosta do Moinho.

Edição de 22.09.2010 | Sociedade
Os moradores da Urbanização Encosta do Moinho em Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira estão revoltados com o estado de abandono a que o local está votado. O empreendimento tem cerca de dois anos e os residentes exigem rápidas medidas perante a realidade. “Não há limpeza em redor da urbanização nem a manutenção dos espaços verdes. Isso faz com que a vegetação selvagem aumente, potenciando aparecimento de bicharada que chega a entrar nas próprias habitações”, denuncia indignado Rui Louro, na companhia de outros moradores.Na urbanização habitam cerca de centena e meia de pessoas que têm ao seu dispor apenas quatro caixotes do lixo. Não há ilhas ecológicas nem ecopontos. Os residentes ainda esperam pelo parque infantil previsto no projecto.Em declarações a O MIRANTE o empreiteiro revela que nessa parte da urbanização – denominada de 1ªa fase – “está tudo feito de acordo com o projecto”, tendo já sido entregue à câmara de Vila Franca de Xira em Dezembro de 2008. Depois de sujeita a inspecção a autarquia aprovou e recepcionou a urbanização, passando a assumir a responsabilidade pelo espaço. Nessa mesma altura, avança o construtor, o município baixou as garantias bancárias dos cerca de 800 mil para 250 mil euros.“Em Junho de 2009 colocaram as placas toponímicas. A câmara sabe que a urbanização existe mas não sabe em que ponto é que está. Há licenças e contrapartidas. Se as coisas não estão a ser feitas como deve ser é também por negligência da autarquia”, defende Rui Louro. Em resposta enviada ao nosso jornal, o município refere que a urbanização não está ainda concluída mas assume que fez a “recepção provisória parcial de uma zona específica”, considerando que a mesma “tem os arruamentos e áreas ajardinadas envolventes em bom estado”. Acrescenta ainda que as áreas em redor dos prédios “deverão ser melhoradas, pelo que a autarquia irá desenvolver os procedimentos necessários à sua limpeza e manutenção”.De acordo com o promotor no projecto não está prevista a instalação de ilhas ecológicas. Quanto ao parque infantil só será construído quando a segunda fase da urbanização estiver concluída. Neste momento a obra está parada sem data prevista para recomeçarem os trabalhos. De acordo com os moradores esses prédios têm sido usados como esconderijo para toxicodependentes. Facto que tem servido para aumentar o sentimento de insegurança entre os residentes.
Moradores da Encosta do Moinho revoltados com abandono da urbanização

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