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Professora agredida por pais de aluno em Samora Correia voltou ao trabalho no próprio dia

Professora agredida por pais de aluno em Samora Correia voltou ao trabalho no próprio dia

Encarregados de educação quiseram forçar entrada na escola violando as regras estipuladas

O director do Agrupamento de Escolas de Samora Correia, no concelho de Benavente, aconselhou a professora violentada pelos pais de um aluno a ausentar-se alguns dias do local de trabalho, mas a docente voltou a apresentar-se ao serviço no próprio dia depois de ter sido observada no centro de saúde.

Edição de 22.09.2010 | Sociedade
A professora que foi agredida pelos pais de um aluno no Centro Escolar de Samora Correia, no concelho de Benavente, voltou ao trabalho no próprio dia, depois de ser observada no Centro de Saúde de Benavente. Isto apesar das indicações do presidente do Agrupamento de Escolas de Samora Correia para que se ausentasse durante alguns dias do seu local de trabalho. Na sexta-feira voltou igualmente a apresentar-se ao serviço. César Gabriel Barreiro enaltece por isso “o profissionalismo” da professora. A docente foi vítima de violência por parte de um casal, pais de um aluno do segundo ano, que não aceitaram deixar o filho ao portão do estabelecimento - tal como determinam as regras daquela escola - e forçaram a entrada. A docente, com cerca de 50 anos, (que não é a professora da criança em questão), dirigiu-se na manhã de quinta-feira, 16 de Setembro, à zona da entrada para explicar aos encarregados de educação que não era possível abrir uma excepção. Foi nessa altura que o pai e a mãe do menino partiram para a violência física empurrando a professora.Um dos elementos do Núcleo de Programas Especiais (Programa Escola Segura) assistiu ao incidente que já é considerado crime público e chamou mais operacionais, como confirmou fonte do destacamento da GNR. O casal foi detido, depois de contactado o Ministério Público, e presente a tribunal. O director do Agrupamento de Escolas de Samora Correia, César Gabriel Barreiro, disse a O MIRANTE que só espera que o processo se desenrole com a celeridade que defendeu o Procurador Geral da República para este tipo de crimes.O MIRANTE apurou que o aluno do segundo ano, com sete anos de idade, chegou a agarrar-se a um dos pilares da escola recusando-se a seguir caminho com o pai. “O aluno interiorizou uma regra que um adulto se recusou a cumprir”, interpreta o director do agrupamento.A escola determinou por razões de segurança e organização que os pais devem deixar os alunos do primeiro ciclo à entrada do portão. As crianças são encaminhadas para a sala com a ajuda das auxiliares de acção educativa que, apesar de em número reduzido face ao universo de alunos, se esforçam por manter a organização.“Os encarregados de educação deverão deixar os seus educandos à entrada, na portaria, bem como à saída e aguardar junto ao portão”. O aviso está afixado entre barras vermelhas num dos vidros da entrada.“Temos 305 alunos do primeiro ciclo. Se os pais viessem todos levar os filhos até à sala teríamos 610 pessoas”, argumenta o director acrescentando que as crianças são inteligentes e sabem chegar à sala. César Gabriel Barreiro, que ressalva que no dia da apresentação os pais tiveram acesso à escola, garante que é intenção do estabelecimento preservar a tranquilidade das crianças e evitar o stress numa altura em que estão a iniciar uma nova etapa das suas vidas. Os dias de atendimento servem também para que os pais possam tirar dúvidas ou levantar questões.O director, que considera que a professora foi humilhada publicamente, garante que a docente está bastante abalada com a situação, bem como toda a comunidade educativa que repudia este tipo de atitudes.
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