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Rui Tristão

31 anos, pintor especializado, Virtudes (Aveiras de Baixo - Azambuja)

“Acho que o povo deveria ter a possibilidade de escolher os juízes. Eu não tenho muito boa impressão da justiça. Sobretudo pela forma como os processos são resolvidos. Acho que muitas coisas são feitas em cima do joelho e por vezes não se avalia devidamente aquilo que está em causa. Olham para a cara da pessoa e assim analisam o caso”.

Edição de 29.09.2010 | Agora falo eu
Tem algum livro de cabeceira?Não tenho muito tempo para ler, mas acabei agora, por intermédio da escola, “As palavras que nunca te direi”, de Nicholas Sparks. Foi o único dos últimos tempos porque a vida também não permite. Trabalho por turnos e voltei a estudar. É muita coisa.Porque é que decidiu voltar à escola?Não estudei na altura em que deveria ter estudado. Comecei a trabalhar muito cedo. Aos 16 anos. Ainda assim não me arrependo de ter começado a trabalhar cedo. Na altura surgiram umas leis que não permitiram que continuasse a estudar de dia e tive que ir estudar de noite. Depois desisti. Agora surgiu esta oportunidade de aumentar a escolaridade e aproveitei. Os juízes deveriam ser eleitos pelo povo?Acho que o povo deveria ter a possibilidade de escolher os juízes. Eu não tenho muito boa impressão da justiça. Sobretudo pela forma como os processos são resolvidos. Acho que muitas coisas são feitas em cima do joelho e por vezes não se avalia devidamente aquilo que está em causa. Olham para a cara da pessoa e assim analisam o caso. Alguma vez pagou alguma multa?Paguei uma vez uma multa de estacionamento. Foi a única. Foi dinheiro que me custou a dar ainda por cima porque foi no lugar da PSP (risos)... É que não tive consciência disso. Não vi o sinal que estava tapado por outro carro. Foram 75 euros há já seis ou sete anos… Acredita no destino?Um pouco, mas sou uma pessoa mais terra a terra. A minha filosofia é: se eu não o fizer ninguém o faz por mim. Acho que nada previsto. O que tiver que acontecer acontecerá. Eu é que vou traçando o meu destino. Se fosse governante por onde começaria a cortar para reduzir a despesa?No ordenado dos grandes. Do Presidente da República e dos deputados do Parlamento que a meu ver pouco fazem e só estão a arranjar maneira de roubar quem trabalha. São muitos e fazem o trabalho de poucos. Se eles fizessem mais e gastassem menos se calhar seria melhor. O que gosta de fazer nos tempos livres?Aos fins-de-semana ou quando tenho disponibilidade faço pesca no mar. Tenho uns pequenos biscates que me ocupam em casa. Faço puffs e alguns trabalhos em madeira. Começou tudo como uma brincadeira e hoje em dia tenho pessoas que me compram e por isso faço para vender.

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