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A cadela que tinha de ser apresentada aos veterinários

Drª Rita Sousa, médica veterinária - Hospital Veterinário de Santarém
Edição de 29.09.2010 | Dia do Animal
No Hospital Veterinário de Santarém, a questão que mais preocupa a Drª Rita Sousa é a questão dos maus tratos aos animais. “Ainda ontem (26 de Setembro) me apareceu aqui um gato que tinha sido alvejado com um chumbo na cabeça. Isso é propositado, diz revoltada. “Outra das situações é o envenenamento. Muitas pessoas recorrem ao veneno porque o cão ladra de noite e incomoda, ou porque é a maneira fácil de os abater, para quem tem essa coragem”, refere.Abertos há apenas um mês e meio, a equipa de médicos veterinários ao dispor do hospital trata não só cães e gatos, mas também animais exóticos. “Estes casos são sempre mais complicados, porque a nossa formação académica está sempre mais virada para cães e gatos ou então a vertente de animais de produção. O que sucede muitas vezes são especializações posteriores à formação académica e que permitem tratar essas espécies menos comuns”, sublinha.A médica veterinária confessa que esta é uma profissão que só segue quem tem um grande amor aos animais e se preocupa com os seus direitos, mas quando questionada sobre a recolha de assinaturas do presidente da câmara de Santarém em prol das touradas, a Drª Rita Sousa diz que sendo escalabitana e estando neste ramo prefere não se pronunciar sobre o assunto.O animal que mais a marcou foi uma cadela que tinha uma doença provocada pela picada por um mosquito. “A Catita chegou e tinha três cachorros bebés com ela e por isso era muito agressiva e nem sequer deixava chegar perto. Tive de telefonar ao dono, que disse que teria de vir até cá e disse que ma iria apresentar. Apesar de curioso, não pensei que fosse mesmo literalmente, mas o que é facto é que o dono chegou ao pé da cadela e disse “Catita, esta é a doutora Rita e não te vai fazer mal, porque é tua amiga”. E o que é facto é que a cadela desde esse momento mudou de atitude comigo e deixava-me mexer nela e nos cachorros. Ainda pensei que fosse coincidência, mas sucedeu o mesmo com uma funcionária que eu tinha, o que eu acho que é fora de série”, diz com um largo sorriso.

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