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“Há cães que detectam células cancerígenas”

Drª Marta Gonçalves, médica veterinária - Vet Templários Clínica Veterinária (Tomar)
Edição de 29.09.2010 | Dia do Animal
Para a Drª Marta Gonçalves os últimos anos têm registado uma crescente melhoria na relação das pessoas com os animais, principalmente no que diz respeito aos animais de companhia. Ainda assim, a médica veterinária diz que muitos ainda fazem distinção no tratamento do que consideram ser os animais de companhia e os que são “mantidos só para guarda e que estão o dia todo preso a uma corrente ou o animal que é mantido só para a caça”.A responsável da clínica Vet Templários diz mesmo que o que a choca mais são os abandonos de cães que sucedem quando abre a época da caça. “Os caçadores usam os cães para a caça e se não prestarem largam-nos. E nos primeiros dias é quando há maior incidência dos abandonos”, sublinha.“Desde que abriu a época da caça tenho tido aqui imensos cães que as pessoas encontram abandonados na estrada ou no meio do mato”, acusa com indignação.Na clínica de Tomar surgem mais cães e gatos, mas a médica veterinária assume que hoje em dia há uma maior procura de espécies exóticas, as quais se estão a tornar animais de companhia, como por exemplo os porcos vietnamitas, e os bodes e cabras anões, bem assim como as iguanas, tartarugas e as cobras pitons, que foram uma grande moda nos anos 90. “Já tive de tratar uma piton, com cerca de um metro de comprimento. Não é um animal muito perigoso, muito embora de vez em quando se leve uma dentada, mas não são venenosas. “Felizmente que a patologia que apresentava eram parasitas e foi fácil de resolver. Senão o que faço é encaminhar estas espécies exóticas aos colegas especialistas nessa área”, explica.Para a Drª Marta Gonçalves a comunicação social deveria ter um papel mais preponderante na educação da população face aos animais e à importância que têm na vida dos seres humanos e na sociedade. “Nas notícias só vemos relatar os casos dos cães de raça perigosa e grandes títulos sobre mortes ou ataques violentos, em vez de se dar mais ênfase aos aspectos positivos como os animais de terapia, que trabalham com idosos e com crianças deficientes, como os cavalos ou os golfinhos. E em termos de investigação, há cães que detectam células cancerígenas. É fabuloso, mas não se vêem notícias sobre isso”, sublinha.

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