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Só um empresário de Ourém em iniciativa sobre investimentos na Ilha do Príncipe

Presidente da região autónoma do Príncipe falou para uma sala às moscas

Representante da associação empresarial Nersant lamentou que os empresários locais estejam demasiado ocupados a "apagar os seus pequenos fogos".

Edição de 29.09.2010 | Economia
Foi praticamente nula a adesão à conferência, no Centro de Negócios de Ourém, sobre a “Ilha do Príncipe – Potencialidades de Desenvolvimento e Investimento”. Apenas dois empresários, um do concelho de Ourém e outro de Leiria, compareceram, juntamente com os representantes da Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO) e da Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém. Procurando explicar a situação, José Costa Rodrigues, da Nersant, comentou que “os empresários estão tão ocupados em apagar pequenos fogos, que acabam por não estar atentos a oportunidades que vão surgindo".Aquele dirigente fez uma breve apresentação do trabalho da Nersant ao nível da internacionalização das empresas, lamentado não ter encontrado em Ourém uma “grande plateia”. A O MIRANTE afirmou que embora a Região Autónoma do Príncipe, no arquipélago africano de São Tomé e Príncipe, seja “um mercado de reduzida dimensão, não deixa de ser um mercado interessante”. No distrito, referiu, existem diversas empresas que poderiam investir naquela região, nomeadamente as do sector agro-industrial. “Trata-se de conhecer melhor o mercado e saber onde apostar”, acrescentou.A sessão iniciou-se com uma breve apresentação sócio-económica da Ilha do Príncipe, uma região com cerca de 6 mil habitantes, onde 2 mil são jovens entre a idade pré-escolar e o 12º ano. Existem 1264 empresas no Príncipe. A aposta vai para as áreas do turismo, agricultura e pesca. O presidente da Região Autónoma do Príncipe, José Cassandra, sublinhou por seu lado as fraquezas do território. Escassez energética e de comunicações, fraca formação profissional da sua população, um mercado reduzido. Mas a localização de São Tomé e Príncipe, junto a países como Angola ou a Nigéria, “tem servido para algumas empresas darem o pulo para essa região”. Deseja-se ainda apostar nas energias renováveis e na preservação do património natural da Ilha do Príncipe, pelo que se prepara uma candidatura para a integração da ilha na Rede Biosfera da UNESCO.O presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca (PS), convidou as instituições do concelho a caminharem no sentido da internacionalização. “Precisamos de fazer esse caminho de forma muito clara”. Para já, a Escola Profissional de Ourém (EPO) recebeu já duas jovens estudantes, com base no protocolo celebrado entre o município e aquela região.

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