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Presidente da Junta da Erra renuncia ao mandato e foi substituído

Presidente da Junta da Erra renuncia ao mandato e foi substituído

Mário Ribeiro (PS) acusa secretário do MIC e tesoureiro da CDU de usurparem poderes seus
Edição de 29.09.2010 | Política
A Junta de Freguesia da Erra, no concelho de Coruche, mudou de presidente na noite de sexta-feira quando Mário Ribeiro (PS) apresentou a renúncia ao mandato durante a assembleia de freguesia. De imediato tomou posse, Joaquim Duarte, segundo da lista da mesma força política.Mário Ribeiro responsabiliza os restantes membros do executivo pela sua renúncia, o secretário Francisco Pinto dos Santos, eleito pelo Movimento Independente de Cidadãos por Coruche (MIC), e Francisco Domingos, tesoureiro eleito pela CDU. Em causa está, segundo o ex-autarca, a usurpação de poderes do presidente da junta por parte dos restantes dois eleitos, assim como a desautorização e tomada de decisões contrárias às que foram assumidas pelo executivo. “Estes eleitos estiveram de braço dado e fizeram tudo ao seu alcance para que tudo não corresse pelo melhor, em especial o eleito do MIC. Trabalhei com pessoas de diversos quadrantes em anteriores mandatos, sempre na perfeição, em favor da Erra. Com estes não foi possível”, comentou Mário Ribeiro durante a conferência de imprensa realizada segunda-feira na sede da concelhia do PS.Acompanhado por Francisco Oliveira, presidente da concelhia, e Dionísio Mendes, presidente da câmara, Mário Ribeiro não quis exemplificar situações. Mas O MIRANTE sabe que na origem dos choques entre os três estão deliberações tomadas pelo secretário e pelo tesoureiro relativas a apoios a entidades da freguesia e prestação de serviços. Mário Ribeiro diz que a opção pela renúncia ao mandato foi a melhor decisão, concertada com a câmara e a concelhia socialista, evitando custos com eleições antecipadas que as pessoas podiam não entender.Francisco Pinto dos Santos, eleito do MIC, refuta as acusações e lembra que quase todas as decisões da assembleia de freguesia foram tomadas por unanimidade. “Ele é que disse sempre que era o presidente da junta mas não conseguiu trabalhar em conjunto. Há quatro meses começou a tomar posições sozinho, sem dar conta de nada”, comentou o secretário da junta. Admite que houve apenas discordância em situações pontuais e manifesta confiança na relação com o novo presidente, Joaquim Duarte. Saturação de uma vida política de 9 anos na junta, como tesoureiro e como presidente, e divergências pessoais com o eleito do MIC, é como Francisco Domingos, tesoureiro eleito pela CDU, vê a renúncia de Mário Ribeiro. “O único caso que aconteceu foi termos assumido o pagamento da iluminação do salão da junta e a compra de carne para um encontro do rancho infantil com presença de autarcas, neste caso quando ele até estava de férias. O que se passava é que o anterior presidente queria decidir tudo por ele, nem admitia discutir”, exemplifica Francisco Domingos, que se considera amigo do ex-autarca.Durante a conferência de imprensa tanto Dionísio Mendes como Francisco Oliveira lembraram que o entendimento político em mandatos anteriores da Junta da Erra funcionou com três partidos distintos. “A situação na junta configura uma tentativa falhada de assalto ao poder por parte do MIC. O MIC, que se coligou com quem está mais afastado do espectro político, a CDU”, acusou o autarca.
Presidente da Junta da Erra renuncia ao mandato e foi substituído

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