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Câmara de Tomar entrega 4500 euros mensais a associação mas não dá informações sobre o protocolo

Câmara de Tomar entrega 4500 euros mensais a associação mas não dá informações sobre o protocolo

Proposta foi apresentada em Junho de 2010 pelo vereador da Cultura, Luís Ferreira

O presidente da Associação Portuguesa de Turismo Cultural é um ex-colaborador de O MIRANTE que está, neste momento, a ser julgado por abuso de confiança.

Edição de 29.09.2010 | Sociedade
Desde 1 Junho de 2010 que a Câmara Municipal de Tomar se propôs a transferir todos os meses 4.500 euros para a Associação Portuguesa de Turismo Cultural (APTC). A direcção é composta por João Fiandeiro (presidente), Rui Carvalho (secretário) e Cecília Rosa (tesoureiro) mas, pela parte da autarquia, ninguém consegue responder a questões tão simples como, por exemplo, quanto dinheiro já foi transferido, qual a conta de destino e que trabalho tem vindo a ser desenvolvido pelos membros da Associação que mereça o “generoso” subsídio, nas palavras dos vereadores “Independentes por Tomar”, que votaram contra o protocolo. O presidente da APTC é um ex-colaborador de O MIRANTE que está, neste momento, a ser julgado por abuso de confiança uma vez que, durante o tempo em que desempenhou funções de comercial na empresa, depositou cheques com receitas de publicidade na sua conta pessoal. A última sessão do julgamento decorre a 29 de Setembro, no Tribunal Judicial de Santarém, no dia do fecho desta edição. O protocolo assinado resulta de uma proposta do vereador da Cultura, Luís Ferreira (PS), a quem O MIRANTE colocou há mais de uma semana algumas questões para clarificar algumas questões mas que não mereceram resposta apesar da nossa insistência quase diária. O protocolo, com efeitos a partir de 1 de Junho de 2010 e extensível por um ano, envolve ainda o Instituto Politécnico de Tomar, isto porque a APTC resulta do trabalho de um conjunto de alunos que frequentou a licenciatura em Turismo Cultural ministrada na instituição, entre os quais João Fiandeiro Santos. O protocolo é composto apenas por duas páginas onde se referem quais os objectivos definidos. O subsídio de 4500 euros a atribuir não consta do documento e surge numa outra proposta paralela. O protocolo refere que cabe à APTC “promover o concelho de Tomar, garantir o funcionamento e gestão do Programa Tomar Património” e propor, organizar e desenvolver projectos e realizações inerentes a acções de promoção do concelho. Na proposta que fez ao executivo camarário, datada de 24 de Maio passado, o vereador Luís Ferreira pretendia que o mesmo fosse celebrado até ao final do actual mandato autárquico mas as reticências levantadas pelos vereadores independentes e ainda pelo vice-presidente da autarquia, Carlos Carrão (PSD), fizeram com que recuasse e o prazo fosse de apenas um ano. O vereador da Cultura justifica a celebração do protocolo com a necessidade dos técnicos da APTC apoiarem os Serviços Municipais de Turismo em acções como a produção de material documental e pedagógico de apoio ao turismo cultural local, a promoção de eventos turístico-culturais e ainda o acompanhamento de grupos que visitem a cidade. Tarefas que, no entender dos vereadores independentes, se consubstanciam em meros “procedimentos administrativos e de expediente e cuja contrapartida financeira é excessiva face à actividade desenvolvida”. Numa declaração para a acta, os Independentes por Tomar vão mais longe e consideram que este protocolo é “vago, sem conteúdo e só pretende legitimar um subsídio à referida Associação e a quem dela usufrui”.
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