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Condenado a 10 anos de prisão por chantagear mulher com problemas mentais

Edição de 29.09.2010 | Sociedade
O homem que foi absolvido do caso dos tiros contra o posto da GNR de Alpiarça foi agora condenado pelo Tribunal de Almeirim, num outro processo, a dez anos de prisão por crimes de roubo, extorsão, falsificação e coacção cometidos contra uma mulher com problemas do foro mental. José Alexandre Vieira era também acusado de ter violado a mulher, mas foi absolvido deste crime por não ter sido dado como provado pelo colectivo de juízes. O condenado já disse que vai recorrer da decisão para o Tribunal da Relação, afirmando que está inocente.Segundo a acusação, José Vieira chantageou a vítima dizendo que tinha filmagens de relações sexuais entre ambos e que as ia publicar nos jornais se ela não lhe desse dinheiro. O tribunal considerou que a mulher, devido à sua doença do foro mental, era facilmente manipulável e que foi coagida pelo arguido. E para dar alguns dos factos como provados teve essencialmente em conta as declarações da ofendida, considerando que o seu discurso foi coerente. Mas ressalva que em relação à violação a queixosa não foi convicta nem esclarecedora quanto à forma como ocorreu o relacionamento sexual pelo que, realçou, não se pode concluir que tenha sido obrigada a ter relações sexuais com o arguido.O caso remonta a 2004. E segundo a acusação a mulher deu-lhe dinheiro e os cartões multibanco com os códigos com medo e vergonha que a situação se tornasse do conhecimento público. A acusação referia também que o arguido coagiu a vítima a assinar documentos para empréstimos a empresas de crédito, para adquirir duas motos, cujas prestações nunca foram pagas. Aquando da acusação do Ministério Público José Vieira, contactado por O MIRANTE, negou os factos e garantiu que nunca teve relações sexuais com a queixosa.A acusação referia ainda que o arguido coagiu a vítima a assinar documentos para empréstimos a empresas de crédito. O arguido disse então que foi a queixosa que lhe pediu para a ajudar a comprar os veículos e que ainda lhe emprestou 1.500 euros, que esta nunca devolveu. Situação que continua a afirmar apesar de ter sido condenado pelo tribunal.

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