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Directora da Segurança Social de Santarém acusada de atitudes pouco democráticas

Directora da Segurança Social de Santarém acusada de atitudes pouco democráticas

Anabela Rato não responde a pedidos de reuniões de autarcas nem dá esclarecimentos a deputados

Deputado do PSD, Vasco Cunha, diz que atitude da directora ao fugir ao diálogo e em não dar explicações sobre encerramento de serviços é muito pouco transparente” e no mínimo “muito pouco democrática”.

Edição de 29.09.2010 | Sociedade
O Centro Distrital de Segurança Social (CDSS) de Santarém não dá explicações a ninguém sobre o encerramento de balcões que tem vindo a efectuar um pouco por toda a região. Nem sequer os autarcas e deputados conseguem esclarecimentos sobre as motivações desse organismo liderado por Anabela Rato. Por falta de informações, o deputado do PSD eleito pelo distrito de Santarém, Vasco Cunha, lamenta que o CDSS não seja capaz de informar os autarcas sobre o que anda a fazer. Situação que levou o político a apresentar um requerimento urgente na Assembleia da República. Nesse requerimento, Vasco Cunha pergunta mesmo se faz sentido “do ponto de vista político que a senhora responsável pelo centro distrital se mantenha queda e muda sobre as matérias que politicamente lhe incumbem”. Em declarações a O MIRANTE, o deputado e presidente da distrital do PSD, diz que a atitude de Anabela Rato “é muito pouco transparente” e no mínimo “muito pouco democrática”. Para o parlamentar, atendendo à situação em que o país se encontra, com empresas em dificuldade e desemprego, “estes encerramentos não são a favor dos cidadãos nem das empresas”. Talvez através do requerimento se saiba alguma coisa. O MIRANTE já tinha pedido explicações há mais de um mês ao Instituto da Segurança Social via e-mail, mas não obteve resposta nem para dizer que não responde. A situação está a levantar protestos juntos dos autarcas e a Junta de Freguesia de Pernes (Santarém) até já emitiu um comunicado no qual diz que a “Segurança Social foge ao diálogo”. A presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro (BE), já se queixou do mesmo em relação ao fecho do balcão de Marinhais. No documento assinado pelo secretário da Junta de Pernes, Vicente Batalha (CDU), refere-se que a autarquia solicitou uma reunião de urgência com Anabela Rato para debater o anúncio de encerramento do balcão da vila “por tempo indeterminado”, mas não obteve qualquer resposta. A junta ainda insistiu com outro ofício dirigido à directora distrital da Segurança Social, mas novamente nem uma palavra. Por isso a junta não poupa nas críticas. “O silêncio da senhora directora é fuga ao diálogo e não assunção de responsabilidades”. Acrescenta que o encerramento de serviços “é uma política cega” e que a junta não vai ficar calada perante “arbitrariedades e atropelos à convivência democrática entre os vários níveis da administração”.
Directora da Segurança Social de Santarém acusada de atitudes pouco democráticas

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