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Vila Franca de Xira tem mais carros que pessoas

Vila Franca de Xira tem mais carros que pessoas

Vila Franca de Xira tem mais carros que pessoas

Vila Franca de Xira sofre de problemas de mobilidade e estacionamento, mas os utentes continuam a preferir o carro como meio de transporte.

Edição de 29.09.2010 | Sociedade
Quarenta e três mil carros passam diariamente por uma cidade de vinte mil habitantes. Os resultados de um estudo sobre Vila Franca de Xira indicam que apenas 10 por cento destes veículos param ou estacionam. Existem na cidade um total de 3168 lugares de estacionamento, dos quais, 63,5 por cento são de utilização gratuita. O presidente da Junta de Freguesia, José Fidalgo (PS), mostra-se impressionado com os números e preocupado com os escassos lugares para estacionar. Uma das soluções para a resolução do problema passaria pela construção de silos. “No entanto o cidadão que deseje esse estacionamento terá de o pagar”, salvaguarda.Marco Freitas depende da viatura para trabalhar. Evita Vila Franca de Xira porque é uma cidade sem condições. “Concordo com o pagamento de parqueamento se forem criadas infra-estruturas”, confessa o jovem de 23 anos.O problema da mobilidade dificulta até o trabalho às autoridades. “Tenho tantas multas para passar que não sei por onde começar”, desabafa um polícia de trânsito com quem O MIRANTE se cruzou no dia em tentou descobrir que impacto teve a Semana Europeia da Mobilidade na cidade.“Estou em segunda fila porque é difícil encontrar estacionamento, mesmo o pago é complicado”, justifica-se a utente Marta Gonçalves que apontava para o trânsito intenso na Avenida 25 de Abril.“Metade de Vila Franca de Xira seria multada por causa do estacionamento abusivo porque as pessoas querem o carro debaixo da sua janela”, lamenta, José Fidalgo, que se queixa ainda da fraca fiscalização e do comportamento dos condutores. O autarca reconhece os problemas que a sua freguesia tem e apela aos condutores para que optem por andar mais a pé ou de transportes colectivos, aproveitando a cidade e minimizando os impactos negativos da utilização automóvel. O presidente realça, ainda, que a adopção de uma postura de boa vizinhança na partilha do espaço também faz parte da solução, mas quer que os vila franquenses participem mais e assegura que está em sintonia com a oposição para uma alteração gradual do urbanismo e na aplicação de soluções.“Falamos, falamos, mas ninguém faz nada. Existem assembleias, mas ninguém dá opiniões, só cá fora é que gostamos de falar”, critica Fátima Poção a propósito da inércia dos vila franquenses. Esta gerente de loja explica que a falta de estacionamento, as multas e as longas filas de trânsito afastam os clientes do centro prejudicando-lhe o negócio.Maria, gestora, lamenta a falta de alternativas e sente que as suas reclamações aos órgãos locais não são tomadas em consideração. Apesar da distância tomou a decisão de pagar uma elevada renda para estacionar. Uma colega de trabalho não o tem e demora mais de meia hora a tentar estacionar. Acaba por deixar o carro do outro lado da estação. José Fidalgo considera que a vigilância nos parques é fundamental para garantir a segurança e a rotatividade. “Num parque de 50 viaturas, consigo lá ter 200 ou 300. E sem vigilância tenho lá o arrumador a quem tenho de dar moedinha para não me riscar o carro.”
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