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Ricardo Soares

29 anos, empresário, Samora Correia

A família é a base de sustentação e o grande pilar na vida de Ricardo Soares, por isso o maior medo é um dia ficar sem emprego e não poder providenciar o estilo de vida que já garantiu para a mulher e para a filha. O proprietário da empresa Samogreen, uma empresa na área das energias renováveis, situada em Samora Correia, concelho de Benavente, era uma criança tímida mas ambiciosa que foi construindo a pulso o seu futuro até conseguir criar a sua própria empresa.

Edição de 29.09.2010 | Três Dimensões
Vivi em Marinhais até aos 24 anos. Nasci a 24 de Maio de 1981 na maternidade Alfredo da Costa, mas fiquei com a naturalidade em Marinhais, que é a minha “santa terra”. Foi lá que passei a minha infância e prossegui os meus estudos. Só saí de Marinhais quando me juntei com a minha mulher. Era uma criança sossegada e gostava mais de ficar em casa do que ir brincar para a rua. Preferia ficar no meu espaço, com os meus brinquedos. Acho que era um pouco tímido. Mas também tive as minhas experiências de campo, de andar a plantar batatas e cebolas com o meu pai.Sempre soube que queria trabalhar no ramo da electrónica. Desde o meu 9º ano de escolaridade que escolhi essa área e tinha essa ideia fixa. Depois a licenciatura teve o complemento da electrónica e telecomunicações.Nunca fui um aluno marrão. Quando tinha de estudar, estudava, mas o meu intuito era apenas fazer todas as cadeiras e não deixar nenhuma disciplina para trás. A licenciatura foi um desafio maior porque trabalhava e estudava à noite e deu-me um grande gozo chegar ao fim do ano e ter as cadeiras todas feitas.Tive o meu primeiro emprego com descontos (risos) aos 18 anos. Iniciei a actividade trabalhando com o meu pai na empresa em que ele estava na altura, no ramo da electricidade. Passado um ano fui para uma outra empresa de electricidade, mas em Rio Maior. Trabalhei também como técnico de alarmes na Securitas, durante quatro anos e meio, e foi nesse período que tirei o meu curso à noite. Gosto de ser o meu próprio patrão. Mas considero que as experiências que tive nas outras empresas me ajudaram a crescer e a ganhar sabedoria em várias áreas, como a electricidade e a segurança electrónica. Foram passos importantes para chegar onde estou hoje.Gosto de trabalhar em ambiente familiar. Mesmo em empresas de maiores dimensões penso que não se deve perder esse contacto entre as pessoas, desde a parte administrativa até à parte operacional.Não tenho horários fixos. Acordo sempre muito cedo e acabo o dia de trabalho muito tarde. Até devia dizer muito cedo, porque às vezes trabalho até de madrugada. Há dias em que tenho de comer a correr, mas tento sempre parar uma hora para o almoço.Tento conciliar sempre o trabalho com o tempo para a família. Por exemplo, o domingo é sempre para a família, isso é religioso e não há volta a dar. Mas mesmo nos dias de semana procuro sempre estar um bocadinho com a minha mulher e com a minha filha à noite e aproveitar esses momentos. A minha família é o meu grande apoio e a minha motivação. Foi sempre muito importante no meu crescimento e ainda estou muito ligado aos meus pais. Os meus tempos livres são passados em família, em almoços e jantares. Em ano e meio só tirei uma semana de férias e não vejo que vá conseguir ir de férias tão depressa. Neste momento estou a abrir uma outra empresa, de compra de ouro, em Benavente, por isso ainda vai ser mais difícil. A fé para mim é algo material. Algo que eu possa ver, apalpar. Sou católico mas não praticante e a minha base de sustentação é a minha família. Sou uma pessoa ambiciosa, mas com cabeça, tronco e membros. E quando começo a sonhar muito a minha mulher é a pessoa que me coloca de novo os pés assentes na terra. Mas foi essa capacidade de ambicionar mais e melhor que me levou ao que sou hoje.Deveria preocupar-me mais com a reciclagem. Confesso que às vezes não separo o lixo e ponho tudo no mesmo saco. Mas a parte da roupa que já não é usada reciclamos, porque aqui existem pontos próprios previstos para essa situação.O momento mais feliz da minha vida foi o nascimento da minha filha. A minha família é o meu pilar de suporte e o mais importante na vida. O meu maior medo é ficar sem trabalho e não ter para onde ir, porque já construímos uma base em termos de família a três e perder essa base de sustentação seria bastante doloroso.

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