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Proeminente Manuel Serra d’Aire

Edição de 07.12.2010 | E-mails do outro mundo
Fiquei feliz com o teu regresso à normalidade, bem patente na foto da boazona com que ilustraste o teu último e-mail. Vivemos no último reduto do marialvismo que é o Ribatejo e não nos podemos deixar contaminar pelos gestos e palavras amaneirados que começam a ganhar terreno neste país. Homem que é homem trata os bois pelos nomes e não se casa entre si. Para modernices já bem basta o Papa ter dado a bênção aos preservativos. Viva a brejeirice, os calendários com gajas nuas, as minis e as sandes de coirato!Posto isto (expressão de cronista civilizado e armado ao erudito que fica sempre bem), quero dizer que fiquei a saber recentemente que a cidade brasileira de Santarém, no estado de Paraíba, vai mudar o seu nome para Joca Claudino, em homenagem a um cidadão da terra. Não sei o que o homenageado fez pela terra, mas presumo que deve ter sido coisa em grande. Talvez tenha sido o primeiro “jocaclaudinense” a ir à Lua, a Marte ou simplesmente ao Rio de Janeiro...Seja como for, trata-se de uma pioneira decisão da vereação da terra que devia ser seguida por estas bandas. Santarém, por exemplo, devia passar a chamar-se Moita Flores, depois da saída do autarca que revolucionou a festa brava na cidade, e geminar-se com a Moita do Norte, a Moita do Ribatejo e Moitas Vendas. Aliás, Moita Flores merece também ser glorificado como o patrono das touradas e afins e passar a ter uma imagem sua nas capelas das praças de toiros ao lado de Nossa Senhora. Um jovem natural de Mação, chamado Duarte Marques, foi eleito presidente nacional da JSD. Estou a revelar-te isto porque sei que tu não ligas puto à política preferindo dirigires a tua atenção e energias para coisas mais prazenteiras. É certo e sabido que o jovem em breve vai ser deputado e daqui a uns anitos vai chegar ao Governo ou a outro cargo importante da administração pública, como aconteceu com os seus antecessores. Nestes trajectos não há grandes surpresas. Por isso, Manel, juizinho e cuidado com a língua. O melhor é começarmos a dar graxa ao jovem Duarte, porque com os que já cá andam há muito tempo não nos safamos. Pode ser que um dia nos convide para assessores e nos retire desta apagada e vil tristeza. Quem não chora não mama e o desafio fica já aqui feito: Duarte Marques, arranja-nos um tacho! Nós sabemos escrever discursos, abrir as portas dos carros, escolher vinhos, endrominar jornalistas e conhecemos tascas recatadas onde se come do melhor que há.E além disso também concordamos com o voto a partir dos 16 anos. Aliás, sou ainda mais radical: defendo o voto logo a partir do nascimento. Porque não acho que esse eleitorado seja mais irresponsável ou tenha menos discernimento do que o actual, que só pode votar a partir dos 18 anos. Aliás, as provas estão bem à vista com os eleitos que temos tido. Um bacalhau congelado do Serafim das Neves (Dr.)

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