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Modernização, flexibilidade e contenção de custos são algumas das razões para a implementação do novo sistema

CDU é única voz contra a falta de informação dos eleitos.

Edição de 07.12.2010 | Política
Modernizar serviços, aproximar a estrutura orgânica do município da sua real configuração e garantir maior proximidade ao munícipe são objectivos enumerados pelo presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), para a aprovação da reestruturação dos serviços camarários. O edil garantiu que apesar de a reestruturação advir de imposição legal, através do Decreto-Lei 305/2009, de 23 de Outubro, que estabelece o novo enquadramento jurídico da organização dos serviços das autarquias locais, a mudança já estava em preparação.O essencial da proposta resume-se à criação de uma estrutura nuclear na qual constam dois departamentos: Desenvolvimento Sustentável e de Finanças, Administração e Meios Gerais. A câmara terá ainda oportunidade de criar unidades orgânicas flexíveis, subunidades orgânicas, equipas multidisciplinares e equipas de projecto.“Precisamos responder mais rapidamente a novas necessidades, quer dos cidadãos, quer das empresas, de modo mais célere e com poupança de recursos”, acrescentou Paulo Caldas.Numa extensa justificação contra a proposta de reestruturação dos serviços, Mário Júlio Reis (CDU) lembra que os membros da assembleia municipal e da câmara não foram tidos nem achados na proposta, assim como os quadros de chefia e de coordenação.Sustenta o autarca que não se justifica a necessidade do modelo adoptado, nem se sabe que diagnóstico foi feito dos serviços e que levantamento de necessidades foi efectuado. “Porque é que se propõem 15 unidades orgânicas flexíveis, 28 subunidades orgânicas e duas equipas multidisciplinares? Porque é que são três equipas de projecto, quais e que finalidades terão? Às oposições o documento estratégico «Organização, Estrutura e Funcionamento dos Serviços Municipais» é posto no mesmo patamar de decisão das sepulturas do cemitério municipal e das roulottes de farturas”, comentou o vereador em tom crítico.Por parte do PSD, o vereador Pedro Reis considerou exagerada uma estrutura limite com dois directores, 15 chefes de divisão, 28 coordenadores técnicos e cinco directores de projecto. “É um exagero que dez por cento do quadro do município possa ser preenchido por chefias”, comentou o vereador social-democrata, que viabilizou a proposta, que contou apenas com o voto contra do vereador da CDU.O vice-presidente da câmara, Paulo Varanda (PS), acrescentou que a nova estrutura será mais flexível e sustentável no futuro, como forma de assegurar melhores e mais direccionados serviços para os munícipes.

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