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A colectividade que pôs Alhandra a mexer quando ainda não havia electricidade

A colectividade que pôs Alhandra a mexer quando ainda não havia electricidade

Sociedade Euterpe Alhandrense assinalou 148 anos mas prepara já festa do 150º aniversário

A Sociedade Euterpe Alhandrense, a colectividade mais antiga do concelho de Vila Franca de Xira, comemorou a 1 de Dezembro o 148º aniversário.

Edição de 07.12.2010 | Sociedade
Há 148 anos, não havia ainda electricidade ou água canalizada, nasceu em Alhandra uma colectividade que pôs a freguesia a mexer. No dia 1 de Dezembro a Sociedade Euterpe Alhandra assinalou o aniversário com um leque alargado do convidados. “A colectividade tem uma história invejável, é um bastião do associativismo na nobre causa de servir ao público. Não havia água, luz, caminhos, transportes quando alguém se lembrou de fazer algo pelo país. A banda filarmónica é um marco histórico do país”, elogiou o representante da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, José Carneiro. “Todo o trabalho desenvolvido ao longo deste tempo seria apenas uma utopia se as entidades responsáveis e os sócios não tivessem continuado a apoiar todos os projectos da colectividade”, disse Ana Paula Barão durante a cerimónia do aniversário. A dirigente aproveitou para traçar alguns dos planos a curto prazo para a colectividade: “Ultrapassar, sem grandes sobressaltos e com responsabilidade e rigor, o período difícil que se avizinha”. Uma das preocupações da SEA neste momento é a também a preparação da programação para 2012, ano em que a colectividade comemorará o 150º aniversário. “Já temos uma comissão a trabalhar neste projecto há seis meses. Queremos garantir os apoios necessários de todas as entidades no sentido de organizar as comemorações do 150º aniversário da SEA que vão decorrer durante todo o ano de 2012”. A remodelação do átrio e do bar da Euterpe, a aquisição de novos fardamentos para a banda e coro, com ajuda da CIMPOR, a aquisição de um piano, cedido pela central de cervejas de Vialonga, e a realimentação da banda e do coro são conquistas que Ana Paula Barão destaca. Na gaveta está ainda o projecto de um curso de dança que apesar de já ter a autorização para poder ser ministrado, ainda não tem financiamento. “Queremos que o curso de dança arranque no próximo ano. É muito importante termos projectos novos de modo a que não nos acomodemos”, garantiu. Com o mandato de dois anos a terminar brevemente, Ana Paula Barão pretende recandidatar-se novamente para conseguir manter alguma coerência na preparação do 150º aniversário. Para o presidente da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, João Quítalo, não é de admirar que a colectividade tenha resistido ao longo do tempo. “Já estive nos aniversários de outras associações e nunca vi uma audiência desta dimensão”, descreveu.Durante a cerimónia do 148º aniversário foram ainda entregues os galardões aos sócios com 25 e 50 anos. Os praticantes da arte marcial Kenpo que participaram recentemente nos campeonatos americanos da modalidade também receberam um diploma de mérito. O aniversário seguiu com os concertos de Rodrigo Lima, no saxofone, e Zdenka Kosnarova, no piano e da Banda Filarmónica. O grupo coral também subiu ao palco. Um percurso de 148 anos A Sociedade Euterpe Alhandrense, fundada em 1862, é a colectividade mais antiga do concelho de Vila Franca de Xira com actividade ininterrupta. Os alhandrenses que estiveram na criação da sociedade inspiraram-se para o nome na musa da música da mitologia grega – Euterpe, filha de Zeus e Mnemósine. A Banda Filarmónica foi desde sempre a actividade principal e chegou a contar com a presença do maestro Silva Marques, considerado um grande instrumentista e compositor. Depois de arrecadar ao longo dos anos vários prémios, a associação foi considerada colectividade de utilidade pública em 1979. Neste momento tem perto de 50 colaboradores e actividades que se dividem entre as secções da banda de música, do conservatório, do coro, do teatro e de várias actividades gímnicas.
A colectividade que pôs Alhandra a mexer quando ainda não havia electricidade

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