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Motorista condenado a pagar 900 euros por ter dito que “ia lixar o patrão”

Motorista condenado a pagar 900 euros por ter dito que “ia lixar o patrão”

Carlos Campino vai recorrer porque considera que esta decisão “é o fim do mundo”

O motorista de pesados também meteu dois processos contra a empresa de Riachos no Tribunal do Trabalho de Santarém.

Edição de 07.12.2010 | Sociedade
Um ex-motorista da transportadora de Riachos “Luz & Irmão”, que fez greve de fome à porta da firma, foi condenado pelo Tribunal de Torres Novas a pagar 900 euros de indemnização aos antigos patrões por danos não patrimoniais. A empresa pedia cinco mil euros. Carlos Campino viu a acusação de que estava a ser alvo cair de crime de ofensa a pessoa colectiva agravada para simples e foi ainda condenado a pagar ao tribunal 900 euros resultantes de uma pena de 90 dias de multa à taxa diária de dez euros. No final da sessão, acompanhado pelo advogado de defesa, Carlos Tomé, disse a O MIRANTE que esta decisão “é o fim do mundo”, preparando-se para recorrer da sentença. A empresa Luz & Irmão, defendida pela advogada Alexandra Sofia Pereira, queixava-se que o trabalhador tinha ofendido o bom-nome da empresa com expressões de que teve conhecimento durante o processo disciplinar que culminou com o seu despedimento por justa causa. Em causa está uma conversa ocorrida a 7 Dezembro de 2008 num parque de estacionamento para veículos pesados em Itália quando Carlos Campino, perante colegas de trabalho, disse a um deles que o ia “lixar” e à firma “porque tenho em meu poder os teus discos” (que são usados no tacógrafo e que registam a velocidade e os tempos de descanso dos motoristas). O motorista negou ter tido tais conversas mas as testemunhas apresentadas pela requerente, entre as quais os dois motoristas que também estavam em Itália, obtiveram mais crédito pela parte do tribunal. “O tribunal não acreditou na sua versão dos factos e lamenta que não tenha assumido ter feito as declarações que fizeram. Não se pode valer da sua condição de dirigente sindical para dizer tudo o que lhe apetece. Espero que lhe tenha servido de lição”, disse o juiz no final da sessão, acrescentando ainda que não acredita que o ex-motorista esteja sem trabalhar há mais de um ano, sobrevivendo apenas com o subsídio de emprego. Por seu lado, o motorista de pesados também meteu dois processos contra a empresa de Riachos no Tribunal do Trabalho de Santarém. Um por considerar que não houve justa causa para o seu despedimento, exigindo cerca de 60 mil euros, e outro por danos não patrimoniais, no valor de cinco mil euros, alegando que a sua saúde foi abalada com este processo, passando a sentir fortes dores de cabeça. As audiências estão marcadas para Janeiro.
Motorista condenado a pagar 900 euros por ter dito que “ia lixar o patrão”

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