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Projecto Rampa aponta para a eliminação de barreiras arquitectónicas em Coruche

Projecto Rampa aponta para a eliminação de barreiras arquitectónicas em Coruche

Município vai ter disponíveis cerca de 300 mil euros para realização de campanha com diversas acções
Edição de 07.12.2010 | Sociedade
A Câmara de Coruche vai arrancar com uma campanha de sensibilização e promoção da inclusão e de melhor acessibilidade para pessoas com deficiência mental e motora em espaços públicos. Garantir a existência de um espaço público mais respeitador, seguro, saudável, funcional, mas também compreensível e até com melhor estética são objectivos da campanha. Designado de “Rampa: Coruche – Município Acessível – Município para Todos”, o projecto foi apresentado sábado, no museu municipal, incluído na I Semana da Inclusão, a cargo do Centro de Recuperação e Integração de Coruche (CRIC). O Município de Coruche terá disponíveis cerca de 300 mil euros para realizar essa campanha, dos quais 214 mil euros correspondem a financiamento comunitário. Segundo o presidente da câmara, Dionísio Mendes (PS), não será realizada obra física com aquela verba, destinada a acções de sensibilização e promoção de boas práticas e a um conjunto de acções que alertem para a necessidade de realização de obras em espaço urbano e edifícios públicos. O autarca deu dois exemplos do que não estava bem e foi rectificado. “O museu municipal tem dez anos de existência e só agora tem uma plataforma de acesso ao palco por uma porta. O pavilhão desportivo tem cerca de 20 anos e desde há quatro ou cinco anos foi criada uma plataforma nas escadas de acesso ao primeiro piso para pessoas com deficiência motora em cadeira de rodas. É inconcebível que os projectos destes edifícios não tenham contemplado estes acessos”, comentou Dionísio Mendes.Acções como estudos de caracterização do município, de formação, participação cívica, gestão e implementação de planos, sistemas de informação geográfica e redes internacionais são algumas das áreas de intervenção. O público-alvo será sobretudo constituído por técnicos municipais, geógrafos, responsáveis por licenciamentos e arquitectos, engenheiros e outros técnicos que colaboram com o município.Para o presidente do CRIC, Ricardo Silva, as dificuldades que se colocam aos utentes são sobretudo de mentalidades, seja em relação à deficiência motora ou mental. “Por isso realizámos esta I Semana da Inclusão, com o apoio da câmara. Fizemos conferências, teatro com utentes da instituição, fomos fazer acções de sensibilização junto de alunos dos quarto e quinto anos. As pessoas não ligam quando não faz parte da vida delas, mas sensibilizando é que se acabam com as barreiras físicas, arquitectónicas”, referia Ricardo Silva.Administrativo e tesoureiro do CRIC, Carlos Tadeia ficou sem a perna esquerda num acidente de viação em 1 de Abril de 1984. Caminha com apoio de canadianas e reconhece que andar sobre paralelo é como fazê-lo na neve da serra da Estrela, mas aponta mais o dedo à falta de estacionamento para deficientes junto a serviços públicos.
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