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Relações entre assessores de imprensa e jornalistas debatidas em Abrantes

Relações entre assessores de imprensa e jornalistas debatidas em Abrantes

Fecharam quatro jornais em 2010 na região do Ribatejo

Encontro reuniu 35 profissionais num jantar que vai já na sua sétima edição. A vida não está fácil para a imprensa da região que ficou sem mais quatro jornais em 2010.

Edição de 07.12.2010 | Sociedade
A honestidade deve ser um ponto assente entre os jornalistas e os técnicos de comunicação autárquica porque, embora tenham que contactar entre si muitas vezes, têm missões completamente diferentes. “Desde que estes jantares existem que me questiono, do ponto de vista ético. Como é que podemos ver estes encontros entre jornalistas e técnicos de comunicação das câmaras?”, interrogou-se Mário Jorge Sousa, técnico da Câmara do Sardoal. “Precisamos de uma imprensa livre e independente”, referiu o assessor que é muito crítico em relação à imprensa da zona norte do distrito. “Os jornais perderam a força, alguns acabaram e os jornalistas não estão motivados para fazer mais. O jornalista não deve chapar o que nós enviamos. Critiquem, diversifiquem as fontes e investiguem”, criticou.O encontro que juntou 35 profissionais no sábado, 4 de Dezembro, num jantar informal em Abrantes, pretendeu debater as relações entre jornalistas e assessores de comunicação. Para Sandra Costa, técnica de comunicação da Câmara de Tomar, não devem existir quaisquer preconceitos no facto de assessores e jornalistas terem uma relação próxima, até porque se deve respeitar o papel que cada um desempenha. A técnica considera que existe ainda alguma desinformação sobre o papel que o técnico de comunicação desempenha. “Os técnicos de comunicação não são os jornalistas da câmara. Devem ser o braço direito nos projectos das autarquias”, opinou. De jornalistas a técnicas de comunicaçãoAlguns dos jornalistas presentes estão actualmente desempregados. É o caso de Patrícia Seixas, 35 anos, que trabalhava no jornal “Primeira Linha”, de Abrantes, que tem a sua publicação suspensa, aguardando um investidor. Actualmente trabalha, através do Centro de Emprego, no Departamento de Animação Cultural na Biblioteca Municipal António Botto em Abrantes. “Estou a actualizar o site da biblioteca” disse a O MIRANTE. Maria João Ricardo, 34 anos, foi jornalista durante 12 anos e, depois de duas semanas em pausa, passou a trabalhar na NERSANT onde dá apoio a projectos. “Continuo a comunicar e isso para mim é gratificante. Quem nasce com este bichinho é difícil de sair”, disse, acalentando o desejo de voltar e recusando-se a entregar a carteira profissional. Vera Vicente, técnica da Associação Tagus, chegou a experimentar o jornalismo mas passou para o campo da comunicação. “Se fosse jornalista tinha que ouvir várias partes e ser pluralista mas aqui tenho que vestir apenas a camisola de uma instituição”, resumiu considerando que, regra geral, não é difícil trabalhar com os jornalistas. Na ronda de conversa, ficámos ainda a saber que a maioria dos jornalistas que actualmente trabalham em órgãos de informação local e regional possuem carteira profissional ou estão em vias de obter o título. E os que são obrigados a deixar a profissão acalentam o desejo de regressar ao meio porque “o bichinho continua lá dentro”, independentemente do tempo que passa. Para além do jornal “Primeira Linha” de Abrantes, em 2010, fecharam portas os jornais “O Alviela” (Alcanena), “Vida Ribatejana (Vila Franca de Xira) e “Notícias de Alverca” (Alverca).
Relações entre assessores de imprensa e jornalistas debatidas em Abrantes

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