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Rogério Jorge

64 anos, reformado, Azambuja

“Felizmente tenho gosto pela leitura e tenho uma boa biblioteca com variadíssimos autores. Ando a ler a História da Vida Privada em Portugal de José Mattoso. Os historiadores falam muito sobre o que fizeram os reis, mas ninguém se lembrava que além dos reis existia o povo trabalhador que ajudou o Vasco da Gama e outros a conquistar o mundo. Esses tinham outras tradições e outras riquezas”

Edição de 15.12.2010 | Agora falo eu
Tem por hábito dar uma prenda aos familiares ou Natal é repartir com quem não tem?A família está primeiro. Inicialmente eram os filhos e agora são também os seis netos. Felizmente são muitos mas quanto mais são mais dificuldade temos em dar prendas. O que acontece é que o bolo é repartido por seis. Mesmo assim há uma prenda para cada um.Como é passada a noite de Natal?Reunimo-nos todos num jantar na casa da minha filha nos Casais das Amarelas, na Azambuja. Fazemos lume à antiga. O natal é passado à volta da fogueira.O doce preferido da época?Há uma coisa que me dá saudade: os coscorões feitos pela minha mãe que tinham um sabor especial. Eram feitos em casa e amassados à mão pelos filhos que também ajudavam. Tem algum livro de cabeceira?Felizmente tenho gosto pela leitura e tenho uma boa biblioteca com variadíssimos autores. Ando a ler a História da Vida Privada em Portugal de José Mattoso. Os historiadores falam muito sobre o que fizeram os reis, mas ninguém se lembrava que além dos reis existia o povo trabalhador que ajudou o Vasco da Gama e outros a conquistar o mundo. Esses tinham outras tradições e outras riquezas.Tem por hábito poupar?Sempre fui poupado e isso tem feito com que tenha uma vida, não de extravagância, mas que me permite ter o necessário. Poupar é cada vez mais difícil. As pessoas já lutam para tentar ter aquilo que é necessário para o dia a dia. Noutros tempos, no Natal, quando aparecia uma prenda de 25 tostões, era uma festa. Éramos quatro irmãos e as dificuldades de quem trabalhava no campo e nesta altura nem ganhava o suficiente para o mês eram muitas.Qual é o seu prato preferido?O torricado feito com pão, bacalhau, azeite e alho. Só não faço mais vezes porque por vezes não estou no sítio certo. E se de repente se cruzasse com José Sócrates?Teria que lhe chamar um nome feio porque já disse muitas mentiras ao povo. Se tivesse dito a verdade as pessoas sabiam com o que podiam contar. Mentir pela televisão é a coisa mais fácil do mundo.E se por outro lado se cruzasse com o presidente da Câmara de Azambuja?Desejava-lhe um bom Natal. O mesmo aconteceria se encontrasse o António Amaral [presidente da Junta de Freguesia de Azambuja]. Tenho uma boa relação com os dois. Também nem sempre cumprem com o que prometem, mas estes estão dependentes de outras instâncias e muitas vezes são apanhados também na ratoeira.

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