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PCP quer empenhamento do Governo nos projectos de emparcelamento da Agromais

PCP quer empenhamento do Governo nos projectos de emparcelamento da Agromais

Eurodeputada comunista critica anterior ministro da Agricultura de desinteresse

Projectos abrangem terrenos agrícolas nos concelhos de Chamusca, Golegã e Torres Novas.

Edição de 15.12.2010 | Economia
O Partido Comunista Português (PCP) quer que o Governo se empenhe nos projectos de emparcelamento de terrenos agrícolas tutelados pela Agromais nos concelhos de Chamusca, Golegã e Torres Novas e que, na opinião da eurodeputada comunista Ilda Figueiredo, se encontram parados devido ao desinteresse político do anterior ministro da Agricultura, Jaime Silva.Ilda Figueiredo, que na sexta-feira visitou as instalações dessa organização de agricultores em Riachos, Torres Novas, disse em conferência de imprensa que o PCP vai levantar essa questão na Assembleia da República e que, ela própria, o fará também no Parlamento Europeu.“Esses dois projectos, para os campos de Pinheiro Grande e Carregueira e para os de Azinhaga e Riachos, foram iniciados há cerca de seis anos mas estão parados há dois anos. O próprio Estado já fez investimentos na compra de um banco de terras com cerca de 200 hectares, mas há cerca de dois anos o ministro Jaime Silva disse que os projectos não tinham interesse e abandonou-os”, disse a eurodeputada em Santarém após a visita que fez às instalações da Agromais, em Riachos (Torres Novas), e à fábrica de açúcar da DAI, em Coruche.Ilda Figueiredo recordou que o actual ministro da Agricultura, António Serrano, já tem conhecimento da situação e que manifestou abertura junto da Agromais para tentar resolver o problema. Aliás, o governante esteve em Setembro na inauguração de novas instalações da Agromais em Azinhaga (Golegã) e garantiu que os processos de emparcelamento em curso na zona de Golegã e Chamusca vão ter apoio do Governo. “Os projectos que aqui e em mais duas ou três zonas estão a ser efectuados, vão contar com apoios do PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural”, disse.Na altura, António Serrano elogiou o trabalho feito pela Agromais em matéria de emparcelamento e exortou os agricultores a acompanharem a organização “que é sem dúvida um exemplo de organização para toda a agricultura portuguesa”. O ministro comprometeu-se a ajudar a concluir o processo de emparcelamento iniciado na região.Na mesma sessão, Luís Vasconcellos e Souza, presidente da Agromais, garantiu que a associação “fez em cinco anos o que o Estado demorou doze a fazer no Mondego, numa área semelhante”, conseguindo o acordo dos proprietários para avançar com o emparcelamento, que aumenta a dimensão da propriedade, ganhando escala e competitividade.“Nós fizemos tudo. Falta o Estado fazer a parte dele, que é criar condições para podermos iniciar a obra”, o que poderá acontecer no próximo ano, adiantou Vasconcellos e Souza. O ministro garantiu que o Governo também está a fazer a sua parte. “Existe uma comissão a elaborar o projecto-lei para regulamentar a situação”, garantiu.Os projectos de emparcelamento em causa abrangem mais de mil agricultores e cerca de 6500 hectares de terras. A intenção é melhorar a estrutura fundiária ganhando escala e competitividade juntando numa só várias parcelas agrícolas. O Estado terá participação activa nas grandes obras de drenagem, electrificação ou arruamentos, que devem ser comparticipadas pela União Europeia.
PCP quer empenhamento do Governo nos projectos de emparcelamento da Agromais

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