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Câmara do Entroncamento aprova o maior orçamento de sempre

Câmara do Entroncamento aprova o maior orçamento de sempre

Regeneração urbana, renovação do parque escolar e dinamização do parque do Bonito

O presidente da câmara, Jaime Ramos (PSD) explica que apesar da contenção a nível de algumas despesas o município vai aproveitar a situação favorável ao nível dos fundos comunitários para investir no reequipamento do concelho.

Edição de 15.12.2010 | Política
O facto de as comparticipações de fundos comunitários a fundo perdido atingirem os oitenta por cento, quando há cerca de um ano essa percentagem estava reduzida a metade, é um dos motivos avançados pelo presidente da Câmara Municipal do Entroncamento para justificar o maior orçamento de sempre daquele município - 32.509.377 euros - para 2011.Os investimentos municipais são repartidos por três áreas. 70,3 por cento para Funções Sociais com destaque para a educação/ensino não superior e espaços verdes; 22,9 por cento para Funções Económicas, nomeadamente rede viária, arruamentos e transportes e 6,9 por cento para Funções Gerais - Administração.As principais obras são ao nível da regeneração urbana. Requalificação urbana das ruas Elias Garcia, Luís Falcão de Sommer, 1º de Maio, Pedro Álvares Cabral e projectada; Beneficiação da estrada CM1179 que faz a ligação do Entroncamento à zona industrial de Riachos; requalificação urbana do Bairro Frederico Ulrich e ciclovias da rua Francisco Sá Carneiro e no troço entre esta rua a a Damião de Góis.Na construção do Centro Escolar Norte e a requalificação e ampliação da Escola Básica nº 1 + Jardim de Infância, na zona verde a câmara vai investir cerca de 6 milhões de euros. E cerca de 5 milhões na dinamização do Parque do Bonito para onde está prevista a construção de espaços de recreio e equipamentos de apoio; arruamentos e passeios e a construção de um espaço de animação e actividade económica. Os cortes mais significativos nas despesas municipais incidem sobre as Festas da Cidade, cujo orçamento cai de 175.530 euros para 133.245 Euros (- 24,09 por cento) e outras actividades culturais que baixa de 115.115 euros em 2010 para 89.753 euros no próximo ano (- 22,03 por cento).O orçamento para 2011 e as grandes opções do plano para 2011-2014 foram aprovados pelo executivo municipal com os votos a favor da maioria PSD (4 votos), as abstenções dos dois vereadores do PS e o voto contra do vereador do BE. Aqueles documentos, bem como os mapas de pessoal e opção gestionária para 2011, serão discutidos e votados pela Assembleia Municipal esta quinta-feira a partir das 21h00 horas.Oposição concorda com investimento na educação e urbanismo mas...Com pequenas observações os vereadores da oposição, Alexandre Zagalo e Henrique Cunha do PS e Carlos Matias do BE, concordaram com os principais investimentos previstos, nomeadamente os relativos ao ensino, rede viária e equipamentos desportivos. Mas não votaram favoravelmente por diversas razões apontadas de forma pormenorizada nas declarações de voto.Os socialistas fizeram uma crítica indirecta ao governo do seu próprio partido ao começarem por dizer que o orçamento “não se concretizará em toda a sua plenitude, uma vez que está dependente dos fundos comunitários, cujas regras de atribuição mudam todos os dias”. Consideram que, tal como em anos anteriores, as receitas previstas não serão atingidas o que afectará a concretização do investimento. “Pensamos que num ano de crise como aquele que se avizinha deveria haver mais realismo nas previsões das receitas e um maior cuidado na selecção dos investimentos”, declararam.Fizeram ainda observações sobre algumas rubricas não estarem discriminadas e deram o exemplo de um valor de milhão e meio de euros relativa a “outros serviços” no “capítulo 04 - Resumo da Despesa por Classificação Económica”.Carlos Matias (BE), lamentou que apenas lhe tenha sido dada oportunidade de “apresentar sugestões de difícil enxertia num documento que tem a sua própria coerência”, fazendo com que a discussão seja resumida a uma “quase formalidade a cumprir”.O autarca fez uma declaração de quatro páginas em que criticou algumas opções, duvidou da possibilidade de concretização de outras - Requalificação do cine-teatro S. João e requalificação do Mercado Municipal - e recordou algumas que não foram incluídas no orçamento ou que deixaram de figurar no mesmo - intervenção de fundo no bairro social Frederico Ulrich; by-pass ao ribeiro de Santa Catarina; aquisição e reabilitação do Estúdio 121 e lojas anexas.
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