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Oposição acusa Paulo Caldas de ocultar informação “importante” para o concelho

Em causa a aprovação da proposta para reestruturação dos serviços da Câmara do Cartaxo
Edição de 15.12.2010 | Política
Os deputados da oposição na Assembleia Municipal do Cartaxo, que reuniu em sessão extraordinária na terça-feira, 7 de Dezembro, acusam o presidente da autarquia, Paulo Caldas (PS), de ocultar informação aos eleitos daquele órgão autárquico. Em causa estava a aprovação dos documentos sobre a reestruturação dos serviços camarários. A proposta foi aprovada com 14 votos a favor (PS) e 11 votos contra (PSD, CDU, BE).O deputado municipal eleito pelo PSD, Pedro Barata, chegou mesmo a exaltar-se quando lhe foram entregues os documentos sobre o processo de reestruturação dos serviços camarários onde estava escrito, na primeira página, ‘Apresentação à Assembleia Municipal’. “Não apresentaram os documentos a tempo de serem analisados, mas este documento, entregue durante esta sessão, é a prova de que estavam preparados para serem apresentados. Mas só o fizeram em cima da votação, para não termos oportunidade de o analisar correctamente. Assim não é possível votar em condições”, referiu o deputado acusando Paulo Caldas de “sonegar informação importante” para o concelho. A proposta resume-se à criação de uma estrutura nuclear na qual constam dois departamentos: Desenvolvimento Sustentável e de Finanças, Administração e Meios Gerais. A câmara terá ainda oportunidade de criar unidades orgânicas flexíveis, subunidades orgânicas, equipas multidisciplinares e equipas de projecto. “Precisamos responder mais rapidamente a novas necessidades, quer dos cidadãos, quer das empresas, de modo mais célere e com poupança de recursos”, acrescentou Paulo Caldas.Proposta custou cerca de 90 mil eurosA bancada do Bloco de Esquerda (BE) realçou que “não é possível” votar uma proposta sem explicações “fundamentadas” da mesma. “Querem que aprovemos este documento sem saber quanto esta proposta vai custar aos cartaxeiros”, disse Pedro Mendonça acrescentando que o BE “solicitou para análise” o contrato/adjudicação com a firma que colaborou na realização da proposta apresentada.A CDU considera este um documento “estratégico” para o concelho e afirma que “deveria” ter sido elaborado com as chefias do município e contado com a participação dos eleitos na assembleia municipal. Os eleitos da CDU lamentam ainda os valores gastos com a elaboração da proposta. “A autarquia tem, com certeza, técnicos e chefias nos seus quadros capazes de realizar este trabalho. Mas, mesmo assim, preferiram entregar a uma empresa privada, suportando os custos da proposta, cerca de 90 mil euros”, disseram.Modernizar serviços, aproximar a estrutura orgânica do município da sua real configuração e garantir maior proximidade ao munícipe são objectivos enumerados pelo presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), para a aprovação da reestruturação dos serviços camarários. O edil garantiu que apesar de a reestruturação advir de imposição legal, através do Decreto-Lei 305/2009, de 23 de Outubro, que estabelece o novo enquadramento jurídico da organização dos serviços das autarquias locais, a mudança já estava em preparação.

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