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Junta da Marmeleira diz-se esquecida pela Câmara de Rio Maior

Presidente da junta diz que num ano de mandato pouco ou nada foi feito na freguesia
Edição de 15.12.2010 | Sociedade
Passou um ano de mandato autárquico na Câmara de Rio Maior e os principais problemas da freguesia da Marmeleira continuam por resolver. O balanço pertence ao executivo da junta de freguesia que sexta-feira deu uma conferência de imprensa. O deficiente abastecimento de água é a principal dor de cabeça da freguesia e o executivo da junta mostra-se mesmo disposto a prescindir dos cerca de 16 mil euros anuais de despesas de investimento a que tem direito para a resolução de problemas ligados ao abastecimento de água.Com reservatório e condutas com mais de 40 anos, a Junta da Marmeleira reclama investimentos que acabem com a falta de pressão e falta de água. “Nunca faltou água como agora, mas já havia pouca pressão. São necessárias condutas novas e intervenções mais simples como substituição de válvulas para que quando rebente uma conduta ou um ramal não se corte a água a toda a população. Não existe um conhecimento da realidade”, exemplificou o presidente da junta, o socialista Edgard Carriço.Segundo contas do executivo da junta – que integra ainda Ana Camará (CDU) e Tiago Martins (PSD) - a câmara perde anualmente cerca de 65 mil euros em água na freguesia, com base no valor pago à Águas do Oeste pela câmara e o montante cobrado por esta na freguesia. O autarca da Marmeleira fala em problemas que se arrastam há vários anos mas que não têm solução à vista. Focando-se no vice-presidente Carlos Frazão, Edgard Carriço recorda o caso da falta de aquecimento no Centro de Estar. O espaço é alimentado por uma baixada que já serve o jardim-de-infância e são frequentes os disparos do quadro eléctrico por falta de potência. Edgard Carriço diz que a situação se poderia resolver com a instalação de uma ligação trifásica ou de um contador de obra. “Reuni-me dia 16 de Novembro na câmara para tentar resolver o assunto e em vez de nos ser dada uma resposta o vice-presidente enviou um esclarecimento para os utentes do centro no próprio dia. Assim não se resolve nada”, comentou Edgard Carriço, na companhia da secretária do executivo, Ana Rita Camará, e do tesoureiro, Tiago Martins. A Junta da Marmeleira quer ainda ver definido o regulamento de funcionamento do pavilhão desportivo construído há três anos e que deveria ser da sua gestão, por protocolo acordado com o anterior executivo. “A junta investiu lá 74 mil euros em equipamentos, mão-de-obra nos balneários e deve ter uma palavra a dizer”, refere o presidente da junta, lembrando que a câmara considera que o pavilhão é municipal e deve ser gerido pela Desmor. A Junta de Freguesia da Marmeleira reclama ainda a abertura de um acesso entre os rails de protecção colocados na zona de curvas da Estrada Municipal 514, para proprietários dos terrenos, a reparação de alguns caminhos rurais danificados pelas chuvas e uma utilização mais equilibrada de homens e máquinas da câmara nas freguesias. Aos vários argumentos do executivo da Marmeleira o vice-presidente da câmara, Carlos Frazão, preferiu não responder, apenas dizendo que são situações com dez e mais anos.

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