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Resitejo obrigada a pedir dinheiro à banca porque os municípios não lhe pagam o que devem

Resitejo obrigada a pedir dinheiro à banca porque os municípios não lhe pagam o que devem

Câmara do Entroncamento recusa autorização para empréstimo e Tomar ameaça sair da associação

As dívidas ao sistema de gestão e tratamento de lixos arrastam-se há anos. Nesta altura ascendem aos 4 milhões de euros. Só a Câmara de Santarém deve quase dois milhões.

Edição de 15.12.2010 | Sociedade
O executivo da Câmara Municipal do Entroncamento recusou, por unanimidade, dar o seu aval a um pedido de empréstimo de meio milhão de euros da empresa intermunicipal Resitejo - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo, que gere o aterro sanitário da Carregueira, Chamusca. O empréstimo de médio prazo (36 meses) destina-se a “fazer face a dificuldades de tesouraria”. Os autarcas do Entroncamento não aceitam que o seu município tenha de arcar com as consequências das dívidas de outros. A Câmara de Tomar acabou por autorizar o empréstimo mas vai reflectir sobre a sua permanência na Resitejo.O problema das dívidas arrasta-se há anos. Nesta altura a Resitejo tem a receber cerca de 5,5 milhões de euros de câmaras municipais e empresas. Os municípios que mais devem são Santarém e Torres Novas. A conta do primeiro é de 1.893.794,57 Euros. A do segundo é de 704.256,07 Euros. Numa nota de imprensa da Câmara do Entroncamento relativa à decisão sobre o pedido de empréstimo pode ler-se: "Se o Município do Entroncamento cumpre os seus compromissos financeiros, os outros municípios podem e devem igualmente fazê-lo. Se o não fazem, deverão ser eles a sofrer as consequências e não, indirectamente, os munícipes do Entroncamento. Ou seja, deverão ser eles a contrair os empréstimos bancários para liquidar as suas dívidas junto da Resitejo e a pagarem os respectivos juros”.A Câmara do Entroncamento é das que deve menos: 180.258,11 euros. Segundo a Resitejo, neste momento apenas os municípios de Constância, Ferreira do Zêzere, Tomar e Chamusca (que recentemente amortizou 255 mil euros) têm as contas em dia. E este "em dia" significa que só devem, no total, cerca de 200 mil euros. O voto contra da Câmara Municipal do Entroncamento não irá ter consequências práticas uma vez que basta uma maioria simples para a decisão de recorrer à banca ser aprovada. A assembleia-geral em que o empréstimo será analisado deve realizar-se, em princípio, no dia 28 de Dezembro.O sistema de resíduos da Resitejo entrou em funcionamento em Maio de 1999 e serve uma população de 216.513 habitantes. É constituído por um aterro sanitário e uma central de triagem. Os municípios que constituem a empresa são: Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
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