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Mação vence jogo complicado disputado no Pego

Jogadores e assistência complicaram e equipa de arbitragem ajudou a estragar um jogo que já se antevia emotivo, quer pela rivalidade existente entre os dois conjuntos, quer pela diferença pontual que as separava.

Edição de 21.12.2010 | Desporto
O jogo até começou bem, a equipa da Associação Desportiva de Mação entrou melhor e nos primeiros vinte minutos remeteu a equipa da Casa do Povo do Pego para perto da sua área. O meio campo maçanense mostrava-se muito activo e dominava aquele sector do campo. Não se estranhando por isso que aos 28 minutos, Luís Esteves tivesse aproveitado bem uma assistência de um companheiro, para com um remate à entrada da área bater o guarda redes do Pego.Os jogadores da equipa da casa reagiram bem e conseguiram equilibrar o jogo, com os lances de perigo a repartirem-se pelas duas áreas. O jogo estava fluído, mas os jogadores de ambas as equipas mostravam-se muito agressivos, parecia que disputavam uma final de um campeonato, e o árbitro começou a dar mostras de não ter pulso para segurar o jogo.Chegado aos 45 minutos, o árbitro, Pedro Batista resolveu prolongar o jogo, sem que houvesse motivo para isso. E quando já passavam dois minutos do tempo regulamentar da primeira parte, tudo se complicou.O jogador Paulo Jorge, do Pego derrubou um adversário de forma dura, e não satisfeito com isso, quando passou pelo jogador caído bateu-lhe com a mão na cabeça, situação que motivou protesto do banco do Mação. O público saltou para junto da vedação tentando agredir os elementos do banco. Dentro do campo os jogadores envolveram-se em empurrões.No final, o árbitro expulsou Lucas, do Pego e Gonçalo, do Mação, depois foi chamado pelo auxiliar Tiago Martins que lhe transmitiu que o número 14 do Pego, Paulo Jorge, tinha agredido o jogador caído. E para espanto de todos o árbitro chamou o número 14 do Mação, Seninho, e mostrou-lhe o cartão vermelho. Foi a confusão total. O árbitro assistente dirigiu-se a Pedro Batista a dizer-lhe que ele estava equivocado que quem tinha que ser expulso seria o número 14 do Pego, Paulo Jorge. Mas Pedro Batista fez orelhas moucas e perante os protestos de toda a equipa do Mação, não teve coragem para voltar atrás e fazer o que estava certo, chamando mesmo a GNR para fazer Seninho sair do terreno de jogo. À saída para o intervalo os ânimos estavam muito exaltados. E a segunda parte foi muito mal jogada. O Pego com mais um jogador, pressionou com intensidade, mas com pouco discernimento. O Mação defendeu com unhas e dentes, mantendo apenas um homem na frente. O árbitro continuou a ter erros de palmatória, enervando cada vez mais os jogadores.Aos 80 minutos, numa jogada de contra ataque, o jogador Bocas, que ficou só na frente de ataque do Mação fez o segundo golo da sua equipa e praticamente matou o jogo. Mas a jogada foi precedida de falta flagrante, mesmo à frente do auxiliar, Tiago Martins, que a deixou passar em claro.O Pego ainda conseguiu fazer o golo de honra, já passavam três minutos do tempo regulamentar, quando após um cruzamento da esquerda, Nuno Mateus apareceu fulgurante a cabecear para o fundo da baliza de Mário.Mas já não deu para mais. Pode dizer-se que pelo que lutou e pela coesão do seu grupo o Mação mereceu vencer. Mas pelo que fez em campo o Pego não merecia perder. Registado fica a péssima actuação da equipa de arbitragem.Treinadores enaltecem jogadores e criticam a arbitragemFoi efectivamente a arbitragem que uniu os dois treinadores. Fernando Costa, técnico do Pego, não escondia a sua revolta. “Estamos a ser empurrados para trás, nas últimas jornadas tem sido uma vergonha. Nós não fazemos mal a ninguém, representamos uma aldeia pequena, mas não aceitamos ser tratados da forma como temos sido. Parece que andam a querer afastar-nos dos primeiros lugares. Os meus jogadores estão inconsoláveis, deram tudo o que tinham, mas a arbitragem não os deixou ganhar”.O treinador do Mação, Paulo Costa, também estava revoltado com a arbitragem e com a forma como foi tratado pela assistência do Pego. “O clube não tem nada a ver com isto, mas fui muito mal tratado”. No entanto Paulo Costa, preferiu chamar a atenção para a grande lição de sacrifício dada pelos seus jogadores. “Jogaram contra tudo e contra todos, foram prejudicados por uma arbitragem incompetente, mas resistiram e saíram do Pego com uma vitória, apesar de tudo bem saborosa”

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