Autarca desde os 19 anos

Filho de peixe sabe nadar, diz o ditado, e Vítor Pombeiro não quis desvirtuar a voz do povo. Embora o pai tenha sido médico e ele tenha preferido cursar advocacia, actividade que nunca praticou, acabou por cumprir a sina popular da hereditariedade através da política. E, tal como o pai, chegou a presidente da câmara. Foi em 1997. Inesperadamente, confessou ele a O MIRANTE em entrevista passada, mas talvez não tenha sido bem assim. Afinal o autarca socialista passou dos bancos da escola directamente para as bancadas dos órgãos autárquicos sem paragem em qualquer outra actividade. Vítor Miguel Martins Arnaut Pombeiro entrou para a política activa aos 19 anos, quando foi eleito para a Assembleia de Freguesia de Vila Nova da Barquinha, e a partir daí nunca mais parou. Foi vereador na Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha e chegou a presidente do município onde nasceu e cresceu em Dezembro de 1997. Esse trajecto impediu-o até à data de exercer advocacia, área em que se formou. “Não tive tempo, mas está nos meus planos quando sair da política”. Certo é que em 2013 já não se poderá recandidatar à presidência do município que governa, devido à lei de limitação de mandatos.Vítor Pombeiro, 41 anos, é já um veterano das lides autárquicas mas ainda um dos mais novos presidentes de câmara em funções na região. Aliás, até à data essa foi a única actividade profissional que conheceu. Filho de uma professora e de um médico, Vítor Pombeiro fez a escola primária e o ciclo preparatório na Barquinha, com excepção da terceira classe que o levou até Marinhais, onde a mãe fora colocada. O percurso escolar conduziu-o depois até ao Externato de Santa Bárbara em Tancos, ao Colégio Andrade Corvo em Torres Novas e à Escola Secundária do Entroncamento, antes de rumar à Universidade de Coimbra para cursar Direito.Acabado o curso regressou às raízes. Até porque à data já era vereador. E com pelouros. Em 1997, o convite para encabeçar a lista do PS que concorreu à câmara apanha-o de surpresa. Aceitou após hesitar um pouco. A decisão tomou-a sozinho, baseado na sua máxima de que a vida não deve ser muito planeada e que “isto há-de ser o que tiver de ser”. Vítor Pombeiro, casado, pai de um casal, é conhecido por ser um dos autarcas mais discretos da região. Define-se como homem um bocado fechado e de opções convictas, muitas vezes tomadas contra a corrente dominante. Assim se explica que tenha decidido ser adepto do Futebol Clube do Porto muito antes dos sucessos europeus e nacionais, numa terra onde havia poucos admiradores dos “dragões”. Ou que tenha decidido filiar-se no PS quando o partido conheceu o seu maior revés eleitoral de sempre, com Almeida Santos à cabeça, nas legislativas onde Cavaco Silva alcançou a sua primeira vitória e onde o fenómeno PRD emergiu.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1372
    10-10-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1372
    10-10-2018
    Capa Médio Tejo