Foi através do trabalho que chegou à política

Natural de Abrantes, casada, mãe de duas filhas, Maria do Céu Albuquerque, há pouco entrada na ternura dos 40, define-se como uma mulher “muito trabalhadora”, que gosta de planeamento estratégico mas também de trabalhar no terreno. Licenciada em Bioquímica, diz que o seu maior hobbie é trabalhar. Chegou à política pelas suas capacidades técnicas e não pela via partidária. Estudou Bioquímica em Coimbra e após se licenciar ficou a fazer investigação na universidade durante dois anos. Tem também uma pós-graduação em Higiene e Segurança Alimentar. Por razões pessoais e familiares regressou a Abrantes e foi trabalhar para o Labgat, que era um pequeno laboratório de controlo de qualidade que existia no GAT (Gabinete de Apoio Técnico) de Abrantes. “Esse laboratório era uma coisa incipiente. Desenvolvia trabalho para algumas autarquias, mas era um trabalho reduzido. Havia necessidade constante de subcontratar esse trabalho fora e à conta disso fui tentando pôr de pé o projecto do laboratório a nível regional. Consegui andar com ele para a frente e transformá-lo no que é hoje, o A.Logos, que é um equipamento de referência regional e até já nacional. Foi através da minha actividade profissional que cheguei à política”, explicou em entrevista a O MIRANTE.O seu trabalho deu nas vistas e integrou a lista do então presidente da câmara, o socialista Nelson Carvalho, no mandato entre 2005 e 2009. Como vereadora com pelouros ganhou alguma tarimba e em 2009 apresentou-se como candidata a presidente pelo PS. Ganhou com maioria absoluta e tem governado com relativa tranquilidade. Embora os casos de insegurança que pontualmente agitam o concelho e o projecto do museu ibérico motivem algumas críticas à actuação do executivo que lidera.Apesar do ar aparentemente frágil, nota-se que é uma mulher dinâmica, uma espécie de “formiguinha”. Nos tempos de lazer gosta de conhecer outras paragens. Uma viagem que apreciou muito foi a Nova Iorque: “Uma cidade completamente diferente da Europa, mista de culturas, que nos prende e nos deixa uma grande vontade de voltar para conhecer mais. Há um grande respeito pela diferença”.Na leitura gosta muito de autores latino-americanos como Gabriel Garcia Marques ou Mário Vargas Llosa. Também se tem interessado pela obra do escritor japonês Haruki Murakami, com quem se identifica. Mas diz que é bastante eclética a esse nível e que lê um pouco de tudo “até para perceber outras sensibilidades e outras vivências”. Um filme que a marcou “profundamente” foi a “Lista de Schindler”, de Steven Spielberg. Na música, os gostos são também diversos, do jazz à clássica, passando pelo fado ou pela ópera. “Podíamos estar aqui meia hora a falar disso”. Só heavy-metal é que não. “Não faz muito o meu género”. Na clássica, e entre as mais conhecidas, aprecia obras como “Carmina Burana”, de Carl Orff, “A cavalgada das Valquírias”, de Wagner, ou “As Quatro Estações”, de Vivaldi. Jacinta, Clã, Diana Krall são grupos ou intérpretes contemporâneos que aprecia.

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