O concelho renascido do terramoto de 1755

A fisionomia do concelho de Ourém é diversa, traduzindo-se num sul de calcários, árido e vincado, e num norte de arenitos e irrigado. Há muito que ambas as esferas são povoadas; provam-no as estações arqueológicas inscritas em vários períodos e freguesias do concelho, como os sítios pré-históricos da Gruta do Papagaio (Fátima), Outeiro do Marco (Caxarias), Agroal (Formigais), as villas romanas de Olival, Arrochela (Espite), Rouquel (Rio de Couros) e Coinas (Atouguia), ou até as ocupações medievais de Freiria (Espite) e Abelheira (Cercal). Abdegas originalmente, a terra que acolhe o castelo passaria a designar-se Ourém em data incerta. Este topónimo aparece pela primeira vez documentado no século XII numa doação aos Templários do castelo de Ceras, em cujos limites existia um local assinalado com o nome “Portum Ourens.” A tradição oral, essa insiste na ligação da mudança do topónimo à lenda da Moura Oureana, por sua vez associada à invasão árabe no séc. IX. O terramoto de 1755 abateu-se fortemente sobre o velho burgo, arrasando-o quase por completo e as invasões francesas também não deixaram o concelho ileso. Em 1841 a sede de concelho era transferida para o sopé do morro, que em 1991 recebeu o título de cidade juntamente com a antiga Ourém. Também Fátima, em virtude do santuário católico seria elevada a cidade em 1997. Hoje Ourém é composto por duas cidades (Ourém e Fátima), quatro vilas (Caxarias, Freixianda, Vilar dos Prazeres e Olival) e 18 freguesias num território de 416 quilómetros quadrados.* Informações disponibilizadas no site da câmara municipal www.cm-ourem.pt

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