O professor que reconquistou para o PCP o seu antigo bastião

Mário Pereira conseguiu nas últimas autárquicas destronar o PS que governava a Câmara de Alpiarça há 12 anos. Professor de profissão já tinha tentado a sorte nas eleições de 2005, mas nessa altura perdeu, ficando no executivo como vereador da oposição. Pessoa discreta que não gosta de protagonismo, teve que fazer um esforço para se adaptar à exposição pública que o cargo exige.Militante do Partido Comunista Português, foi pela primeira vez à Festa do Avante quando tinha 10 anos, acompanhado pela mãe que costumava trabalhar como voluntária nos restaurantes da direcção regional do PCP. Agora tenta sempre ir pelo menos um dia ajudar a montar a festa. Quando andava a estudar não escondia que era comunista e isso proporcionou-lhe vários debates e discussões políticas. Mário Pereira tem 41 anos de idade e é filho único. Está casado com uma professora, da qual tem dois filhos, um rapaz e uma rapariga. Durante muitos anos, apesar de já estar inscrito no PCP e de partilhar os ideais comunistas, não ligou muito à política e confessa que foi um militante pouco activo. Só há dez anos é que começou a ter uma participação mais activa movido pela vontade de mudar o rumo da sua terra. Nos últimos tempos de vereador na oposição, no executivo liderado pelo socialista Joaquim Rosa do Céu, viveram-se momentos de grande tensão entre as duas forças políticas. Após a sua eleição, Mário Pereira fez saber que era um homem que não fugia ao debate de ideias, mas que a sua primeira missão era devolver o ambiente de paz ao município. Considera que o caminho faz-se trabalhando e que de nada valem as teorias se não estiverem associadas à prática. Por nunca ter tido a experiência de gerir uma autarquia, Mário Pereira tem contado desde que tomou posse com o apoio do partido e de militantes mais experientes, que foi buscar para o seu gabinete. Desde que assumiu funções que tem lutado para equilibrar as contas do município. Coloca no que faz um grande sentido de responsabilidade que cultiva desde muito cedo, porque, apesar de nem sempre ter sido um aluno exemplar, compreendia o esforço que família fazia para que pudesse tirar um curso.

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