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Câmara de Tomar aprova maior orçamento de sempre

Câmara de Tomar aprova maior orçamento de sempre

PS, que está coligado com o PSD, absteve-se nesse ponto e votou contra algumas das propostas discutidas na mesma sessão

Orçamento ultrapassa os 66 milhões de euros e aposta em obras comparticipadas pela União Europeia.

Edição de 21.12.2010 | Política
O executivo da Câmara Municipal de Tomar aprovou um orçamento no valor de 66,2 milhões de euros para 2011, o maior de sempre devido ao conjunto de obras que estão previstas, como é o caso da empreitada de requalificação do conjunto de edifícios Lagares D’El Rei que vai ser transformado no complexo museológico denominado Museu da Levada. A proposta passou com três votos favoráveis dos vereadores do PSD, a abstenção do PS - com o qual o PSD está coligado - e dois votos contra dos Independentes por Tomar (IpT). As Grandes Opções do Plano e Orçamento do município de Tomar para 2011 vão agora ser submetidas a aprovação em assembleia municipal a realizar no dia 29 de Dezembro. O PS justificou a sua abstenção porque entende que o Orçamento e Mapa de Pessoal do Município para 2011 tem algumas “lacunas” tais como a falta de parecer prévio do Conselho Municipal de Juventude, obrigatório por Lei, e o cumprimento da deliberação da assembleia municipal para que tivesse, na proporção prevista na Lei, a participação individual dos cidadãos e da comunidade em geral, através do orçamento participativo. “Falta ainda a concretização de projectos de dinamização do empreendedorismo, das micro-empresas e do micro-crédito, bem como a concretização das áreas de localização empresarial de Vale dos Ovos, Nó da Asseiceira e do Alto Pintado, que valorizem a fixação de empresas, com a consequente criação de emprego crucial para a nossa viabilidade futura”, considera o vereador Luís Ferreira referindo que o PS deve, mesmo assim, viabilizar o orçamento devido ao “sentido de comprometimento com o qual se encontra envolvido”. Já os independentes, classificam este orçamento PSD/PS como “requentado na forma e no conteúdo” e no qual “as receitas estão fortemente inflacionadas com previsões irrealistas e inatingíveis” votando contra por considerarem que a aprovação do mesmo vai acentuar a estagnação do concelho. Apostas no Turismo, Educação, Cultura, Acção Social e Protecção CivilAs grandes opções do plano incidem nas áreas do Turismo, da Educação, da Cultura, do Desporto, da Habitação, Acção Social e Protecção Civil, preocupando-se também com as freguesias, num ano que se realiza a Festa dos Tabuleiros. De acordo com o presidente da autarquia, Corvêlo de Sousa (PSD) este orçamento espelha, “a vigência do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional”, que permite um conjunto de “oportunidades que podem contribuir para o desenvolvimento do concelho e bem-estar das populações, através da concretização de um conjunto de obras fundamentais para Tomar”.No plano para 2011 as obras que se consideram “estruturantes” vão merecer prioridade, como as vias rodoviárias de ligação ao IC3 e ao IC9 e a conclusão das estradas de acesso às freguesias. A construção de novos centros escolares, o Museu da Levada, a requalificação do centro histórico, da envolvente ao Convento de Cristo e da Mata dos Sete Montes e a revitalização e arranjos exteriores das margens do rio Nabão (Flecheiro) e mercado são outras obras que aparecem no documento de prioridades para 2011. Uma coligação a tremerQuem assistiu à reunião de 15 de Dezembro, notou que a coligação PSD-PS que gere os destinos da Câmara de Tomar há mais de um ano vive novamente momentos de grande fragilidade. Os sintomas reforçaram-se quando o PS (representado apenas pelo vereador Luís Ferreira, uma vez que o vereador José Vitorino esteve ausente da reunião por motivos de saúde) votou contra a proposta de revogação da opção gestionária, aprovada pela autarquia em 18 de Março de 2010. O documento acabou por ser aprovado com cinco votos favoráveis dos vereadores do PSD e Ipt. Também a proposta de reestruturação orgânica do município contou com o chumbo do PS, tendo sido aprovada com cinco votos a favor do PSD e dos dois vereadores independentes. Este sentido de voto foi sugerido pela Comissão Política do PS que reuniu para debater a posição que devia tomar sobre estes assuntos.
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