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Empréstimo da Resitejo aquece Assembleia Municipal da Chamusca

Municípios devedores criticados por estarem a pôr em causa funcionamento da associação
Edição de 21.12.2010 | Política
Os partidos da oposição na Assembleia Municipal da Chamusca, PSD, PS e BE, contestaram a forma como a Resitejo é obrigada a contrair um empréstimo de meio milhão de euros para fazer face a dificuldades de tesouraria decorrentes de dívidas acumuladas por alguns municípios associados e outros clientes, que já ascendem a mais de cinco milhões de euros.A discussão por parte dos eleitos dos três partidos da oposição e a contestação do presidente da câmara, Sérgio Carrinho, (CDU) foi acesa. Os eleitos da assembleia não aceitam que os municípios que não pagam as suas contas estejam a colocar em causa o futuro da associação intermunicipal, chegando a propor que as dívidas fossem cobradas coercivamente.Sérgio Carrinho, que é também o presidente do conselho de administração da Resitejo - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo, contestou essa argumentação, garantindo que as câmaras devedoras vão pagar sem necessidade de recorrer a vias tão drásticas. Mas a oposição em peso contrariou o presidente, garantindo que as dívidas podem estar a colocar em causa o normal funcionamento da Resitejo. “Pode vir a ser colocada em causa a própria saúde pública”, referiu Duarte Arsénio, eleito do BE. O presidente da Resitejo garantiu, no entanto, que a empresa tem prestígio e tem toda a viabilidade. “A contracção deste empréstimo fica a dever-se a uma situação transitória e tem a ver com o facto de ter havido um incêndio que destruiu algum material que estava para ir para reciclagem e também aos investimentos que foram feitos com a recuperação dos pavilhões. É um empréstimo de médio prazo, só para que não venha a haver colapsos de tesouraria. Não vai colocar em causa o funcionamento normal da empresa. Iria sim se não fosse aprovado”, disse.Os eleitos da oposição criticaram também que esta situação esteja a criar divisões entre os municípios que compõem a estrutura. “A Câmara do Entroncamento recusou, por unanimidade, dar o seu aval à operação e Câmara de Tomar garante que vai reflectir sobre a sua permanência na Resitejo. Isto não pode acontecer porque há quem não pague as suas dívidas”, disse o eleito do BE. Sérgio Carrinho garantiu que na Resitejo não entrou ainda nenhuma tomada de posição oficial de nenhuma das câmaras em questão. E reafirmou que a empresa vai contrair o empréstimo e que os juros serão pagos pelas autarquias que têm débitos referentes à colocação de lixos no aterro”.  Nesta altura veio à tona que a Câmara de Santarém é a maior devedora, com cerca de dois milhões de euros de dívida, situação que levou um eleito do PS a questionar: “A Câmara de Santarém tem tanto dinheiro para festas, porque é que não paga pelo menos um quarto da dívida, porque assim já não seria preciso fazer o empréstimo”. Sérgio Carrinho não respondeu. A contracção do empréstimo, acabou por ser aprovado, com os votos favoráveis da CDU e do PSD e a abstenção dos oito eleitos do PS e do eleito do BE.

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