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GNR não acorreu a uma briga em Alpiarça porque não tinha meios

GNR não acorreu a uma briga em Alpiarça porque não tinha meios

Só passados dois dias é que elementos da Guarda contactaram o dono do bar onde se deu a situação

Na noite de sexta-feira um porteiro de um bar em Alpiarça foi violentamente espancado à porta do estabelecimento, mas apesar de alertada para a situação a GNR não foi ao local na altura porque o posto da vila não tinha ao serviço uma patrulha de dois elementos.

Edição de 21.12.2010 | Sociedade
O porteiro de um bar em Alpiarça foi violentamente agredido na noite de sexta-feira, 17 de Dezembro, mas a GNR da vila, alertada pelos bombeiros e pelo proprietário do bar, não compareceu na altura no local para tomar conta da ocorrência porque não tinha militares para formar uma patrulha. A Guarda só na segunda-feira seguinte é que contactou o dono do bar. O comando territorial de Santarém reconhece a situação. A situação aconteceu cerca das 23h30 à porta do bar “Outra Vez Ilda” depois de o porteiro ter convidado um cliente a sair porque estava a criar conflitos dentro do bar. Segundo contou a O MIRANTE um familiar do agredido, este levou com um pau na cabeça, foi pontapeado e tem vários ferimentos na cabeça, na cara e no corpo. Foi assistido no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e entretanto transferido para o Hospital de Santarém onde está internado.O proprietário do bar, Valter Pereira, conta que os bombeiros quando foram chamados comunicaram a situação à GNR, mas como não aparecia nenhum guarda ele também ligou para o posto de Alpiarça. “O que me disseram foi que não tinham meios”, recorda. O tenente-coronel Joaquim Nunes, das relações públicas do comando da GNR de Santarém, diz que na altura não havia elementos para formar uma patrulha e que era para ter comparecido uma patrulha do posto de Almeirim, o que não aconteceu.Segundo Filipe Martinho, familiar da vítima, como não havia qualquer acção da GNR ele e outros familiares dirigiram-se ao posto de Alpiarça no sábado à noite para pedirem explicações e apresentarem queixa. Mas, segundo conta, a queixa acabou por não ser formalizada porque os militares de serviço apenas aceitavam a queixa se fosse feita pelo agredido. Apesar de terem explicado que este estava internado no hospital e sem condições de se deslocar nem sequer de falar, foram informados que ele podia fazer a queixa até daqui a seis meses. Na segunda-feira à tarde, garante o tenente-coronel da GNR, já tinha sido feito o auto da ocorrência para enviar para o Ministério Público, a quem cabe agora dirigir as investigações. Segundo Filipe Martinho, as agressões ocorreram à porta do bar e deixaram o seu familiar num estado em que não consegue ver nem falar. Suspeita-se que na agressão terão estado envolvidas várias pessoas.
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