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Segurança Social de Santarém fecha serviços antes da hora e utentes ficam na rua

Segurança Social de Santarém fecha serviços antes da hora e utentes ficam na rua

Encerramento foi antecipado para as 15h30 por as senhas distribuídas excederem a capacidade dos serviços até às 16h00

Utentes ficaram revoltados com aviso colocado na porta pelo serviço de atendimento ao público.

Edição de 21.12.2010 | Sociedade
Cerca de 15 pessoas bateram com o nariz na porta quando na segunda-feira se deslocaram ao Centro Distrital de Segurança Social de Santarém e verificaram que os serviços foram encerrados pelo menos meia hora antes do horário de fecho ao público, às 16h00. A indignação dos utentes, alguns dos quais provenientes de fora do concelho de Santarém, foi grande, e chamaram mesmo a PSP pelo facto de a funcionária que lhes estava a explicar a situação não ter facultado o livro de reclamações.As pessoas que chegaram à Segurança Social pelas 15h30 depararam-se com um aviso colocado na porta de acesso ao público a informar que, de acordo com um artigo do Regulamento dos Serviços de Atendimento Presencial, se procedia à suspensão antecipada da distribuição de senhas. O facto de as senhas distribuídas terem excedido a capacidade de atendimento do serviço é a razão invocada no aviso. O argumento não convenceu em nada os utentes, que ficaram na rua. Jaime Cruz, do Entroncamento, deslocou-se a Santarém para resolver um processo de desemprego. “Esta situação é inadmissível. Devia haver mais atenção dos serviços públicos pelos cidadãos, que são cumpridores e pagam impostos”, comentou a O MIRANTE.Irritada estava Ducelina da Graça, da Parreira, Chamusca, que chegava com a missão de pedir uma certidão de não dívida à Segurança Social. “É uma vergonha! Se não chegam os funcionários que lá estão dentro, coloquem mais. Se não dava para resolver tudo até às cinco, trabalhassem até às sete horas”, comentava a utente.João Fonseca, de Santarém, era dos mais inconformados com o facto de os serviços deixarem sem resposta utentes que se deslocam de longe e que têm prazos para cumprir. “O horário das 16h00 é para cumprir ou então que mudem o horário à porta e as pessoas já contam que têm de vir mais cedo. Se as pessoas lá dentro estão muito cansadas porque estão desde a nove da manhã às quatro da tarde a atender pessoas, existem muitas pessoas que as podem substituir na hora. Há muita gente licenciada na área social que precisa de emprego e não tem”, comentou a O MIRANTE. Disse ainda que uma norma de um regulamento interno de um serviço público não tem força de lei sobre o horário oficial de funcionamento. A responsável pelo serviço de atendimento presencial procurou dar explicações aos utentes presentes, alguns de ânimos mais exaltados, mas não convenceu as pessoas. Garantiu apenas que se quisessem dar nota de protesto no livro de reclamações o podiam fazer no dia seguinte, na abertura dos serviços. Dois agentes da PSP chamados ao local efectuaram auto de notícia da situação. O MIRANTE contactou na segunda-feira o Centro Distrital de Segurança Social de Santarém para obter mais explicações sobre a matéria mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.
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