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Câmara de Azambuja co-financia candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional

Câmara de Azambuja co-financia candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional

Projecto envolve 39 entidades e tem como objectivo criar um novo destino turístico em Portugal
Edição de 28.12.2010 | Sociedade
A Câmara Municipal da Azambuja é um dos municípios da Lezíria do Tejo que vai financiar o projecto de candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional, orçado em quase 400 mil euros, disse o presidente da autarquia. Joaquim Ramos (PS). A proposta de co-financiamento foi aprovada pela autarquia, e envolve também o Instituto Politécnico de Santarém (IPS) e os municípios de Alpiarça, Almeirim, Cartaxo, Salvaterra de Magos e Santarém.O projecto está orçado em cerca de 387 mil euros e tem uma comparticipação de 70 por cento garantida através do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (PROVERE). Os restantes 30 por cento ficam a cargo, em partes iguais, dos seis municípios aderentes e do IPS.“Para já a verba a disponibilizar por cada uma das partes é pouco significativa, cerca de sete ou oito mil euros”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos. A verba irá aumentar quando a concretização dos projectos entrarem em curso.No âmbito da candidatura, Azambuja apresentou a proposta de recuperação e reabilitação da aldeia avieira do Lezirão e zona envolvente, num investimento estimado de quase 630 mil euros, com financiamento aprovado no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).“Vamos fazer a reconstrução do cais, a limpeza da vala para a tornar navegável, construir um restaurante e criar um museu para memória da cultura avieira”, adiantou o autarca.Para Joaquim Ramos, trata-se de uma aposta importante em termos turísticos e culturais. “Esta zona ribeirinha do Tejo tem um tipo de cultura que deixou marcas muito grandes e é importante que seja preservada e divulgada”, disse.O projecto de candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional envolve 39 entidades, estando identificados mais de meia centena de investimentos nas áreas da hotelaria, turismo (fluvial e religioso), recuperação de aldeias avieiras e observatórios de aves. O objectivo é criar um novo destino turístico em Portugal, através de uma rota que passa pelas várias aldeias avieiras espalhadas pelas margens do rio Tejo. “Avieiros” é nome dado ao grupo de pescadores naturais, sobretudo de Vieira de Leiria que, desde o início do século passado e até aos anos 60, começaram a chegar às margens do Rio Tejo e do rio Sado sobretudo durante o Inverno, em busca de melhores condições para pescar.
Câmara de Azambuja co-financia candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional

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