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Insegurança em Alpiarça devido à falta de meios da GNR é preocupante e lamentável

Insegurança em Alpiarça devido à falta de meios da GNR é preocupante e lamentável

Dirigente da Associação dos Profissionais da Guarda diz que o problema está na falta de organização

O presidente da Câmara de Alpiarça lembra que a situação de falta de meios no posto da vila se arrasta há muito tempo e que até agora não tem havido soluções.

Edição de 28.12.2010 | Sociedade
Quando as forças policiais fazem operações dizem sempre que tal tem por objectivo o aumento do sentimento de segurança, mas para a população de Alpiarça isso é uma utopia. Numa localidade onde até o posto da GNR foi atacado a tiro e mais recentemente não houve elementos para acorrer a uma agressão grave a situação é preocupante, no entender do presidente da câmara municipal, Mário Pereira (CDU). O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, José Manageiro, fala em “situação lamentável”.Mário Pereira considera que as “pessoas têm razões para se preocuparem”, ainda para mais quando a situação de falta de meios e operacionalidade da GNR no concelho se arrasta há anos, apesar dos avisos da autarquia. O autarca já reuniu com comandantes e já fez sentir a falta de segurança ao Ministério da Administração Interna. “É uma situação que tem de ser resolvida, porque a segurança é uma função do Estado, a quem cabe garantir a segurança das populações”, realça, acrescentando que as pessoas andam assustadas. José Manageiro manifesta uma “profunda preocupação” pela falta de capacidade da GNR de responder às solicitações da população. E diz que o problema não está na falta de guardas, mas sim na falta de organização da GNR. “Os militares têm que ser colocados onde são mais precisos”, destaca o dirigente referindo-se ao facto de haver muitos elementos da força de segurança em funções que não são de policiamento e de segurança às populações e que são indispensáveis. “Se os cidadãos pagam impostos, e não são poucos, é para terem segurança”, desabafa. Além dos vários assaltos que ocorreram nas últimas semanas no concelho, a mais recente situação que deixou a população insegura quanto à capacidade de resposta da GNR foi a de uma briga no bar “Outra Vez Ilda”, no dia 17 de Dezembro. O porteiro do estabelecimento foi violentamente agredido e a Guarda, alertada pelos bombeiros e pelo proprietário do espaço, não compareceu no local porque no posto da vila não havia dois elementos disponíveis para formar uma patrulha. Chegou a pedir-se a intervenção do posto vizinho de Almeirim, que acabou por também não se deslocar ao local. Só passados dois dias é que a GNR tomou conta da ocorrência. Assembleia municipal quer mais meios e novo quartelEsta foi mais uma das situações que fez aumentar os protestos dos autarcas do concelho. Na última sessão da Assembleia Municipal de Alpiarça foi aprovada por unanimidade uma moção apresentada pela bancada da CDU que protesta pelo facto de “mais uma vez” a construção do novo quartel da GNR de Alpiarça não ter sido incluído em PIDDAC (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para 2011. Os eleitos exigem mais uma vez o rápido reforço de meios humanos para que se “criem” as condições mínimas exigíveis para que a GNR possa cumprir plenamente a sua missão. Também a deputada socialista Graciete Brito alertou para o facto de a população começar a “sentir-se” insegura.No mês de Novembro ocorreram vários assaltos em empresas da zona industrial da vila. Por receio de represálias, os empresários não querem ser identificados, mas um dos lesados disse a O MIRANTE que sofreu um prejuízo de cerca de quatro mil euros. A vítima diz que desconfiou de quatro indivíduos que durante a tarde rondaram o seu estabelecimento e avisou a GNR da suspeita. Mas, do posto, a resposta que se ouviu foi que não podiam fazer nada porque não tinham efectivos.
Insegurança em Alpiarça devido à falta de meios da GNR é preocupante e lamentável

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