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Pedro Saraiva

Pedro Saraiva

39 anos, coordenador da associação TAGUS, Abrantes

Nasceu a 16 de Abril de 1971 em Lisboa mas mora em Tomar desde os três anos. O gosto pelas relações humanas levou-o a tirar o curso de Investigação Social Aplicada, na Universidade Moderna. É casado e tem duas filhas de sete e onze anos. Trabalha em Abrantes há 15 anos, acumulando desde Janeiro a função de coordenador da TAGUS - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior com a direcção da Tagusvalley, entidade gestora do Tecnopólo do Vale do Tejo, em Alferrarede.

Edição de 28.12.2010 | Três Dimensões
Desde miúdo que a minha vida foi orientada para as relações humanas. Sempre estive ligado à componente associativa e isso foi preponderante para a escolha do curso. Em pequeno quis ser piloto de aviação mas era apenas um sonho de menino. Nunca tive uma vocação concreta a não ser esta de estar voltado para as pessoas e para as relações humanas até mais numa lógica de entender como funcionam. O que me motiva mais é ver a utilidade das coisas que fazemos. Fui escuteiro durante 11 anos no Agrupamento 44 de Tomar. A base foi sempre na lógica de servir os outros e ver os resultados práticos dessa ajuda. O mote de base dos escuteiros é o de estar sempre pronto para servir. Este continua a ser, para mim, um motivo de trabalho e de condução de vida pessoal até aos dias de hoje.Fui nascer a Lisboa porque a minha mãe já tinha 40 anos e era um parto com algum risco. Os meus pais moravam em Alvaiázere mas aos três anos mudaram-se para Tomar. Frequentei o jardim-escola João de Deus e fiz o ensino secundário no Colégio Nun’Álvares e na Escola Secundária de Santa Maria do Olival. Casei-me com vinte e poucos anos e há sete anos mudei-me para uma aldeia no concelho de Tomar. Tenho duas filhas, uma de sete e outra de onze anos. Fui dos primeiros alunos a frequentar a Universidade Moderna em Lisboa. A licenciatura chamava-se Investigação Social Aplicada, um ramo da Sociologia, Psicologia e da Antropologia. No fundo, uma multissectorial das Ciências Humanas mas muito orientada para a componente prática e interacção com as pessoas. Tive bastante experiência, por exemplo, na parte dos inquéritos, sociologia eleitoral, sociologia das religiões e património rural e urbano. A minha primeira experiência profissional foi na Região de Turismo dos Templários. Quando terminei o curso, aos 22 anos, voltei para Tomar e ofereci-me como estagiário para esta associação, actualmente designada como Entidade de Turismo Regional de Lisboa e Vale do Tejo. Fazia de tudo um pouco. Era motorista, distribuía os materiais promocionais nos doze municípios que faziam parte da Região de Turismo dos Templários e estava nos stands. Foi nessa altura que conheci muitas pessoas e isso deu-me boas bases de contactos. Sou coordenador da Tagus desde Maio de 1995. Posso dizer que estou aqui devido à minha tese de final de mestrado. Tinha a ver com a participação da população no estabelecimento de estratégias para o desenvolvimento local, defendendo a realização de referendos locais para a tomada de decisões estratégicas. Um dia mostrei-a à dra. Elisete Oliveira, que era funcionária do Ministério da Agricultura mas estava deslocada na Região de Turismo. Achou a minha tese muito interessante e apresentou-me ao antigo presidente da Câmara de Abrantes, Nelson de Carvalho, que estava no seu primeiro ano de mandato e estavam-se a preparar as candidaturas para o programa de iniciativa comunitária LEADER. Tenho uma semana de trabalho muito variada. Estou na Tagus - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior há 15 anos e orgulho-me de projectos marcantes como o da criação da Associação “A Minha Terra” - Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local ou o da criação do espaço “Portugal Rural”, uma loja em Campo de Ourique que comercializa produtos rurais. Desde Janeiro de 2010 que também sou director executivo da Tagusvalley, que é a entidade gestora do Tecnopólo do Vale do Tejo. Normalmente procuro que os fins-de-semana sejam sagrados. Tenho uma vida profissional bastante intensa e a família faz questão de lembrar isso. Eu também faço questão de desligar do trabalho e tento sempre tirar três semanas de férias. Sou coralista do Canto Firme de Tomar desde 1989 e os ensaios semanais, à terça e sexta-feira, das 21h00 às 23h30, são dois momentos que me obrigam a desligar da vida diária e ajudam-me a alienar do trabalho. É neste passatempo que encontro o espaço para a descompressão. Penso que tenho uma grande capacidade de ouvir os outros e de sistematizar alguma da informação que oiço. O meu lema passa por saber ouvir antes de decidir.Elsa Ribeiro Gonçalves
Pedro Saraiva

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