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Agromais comemorou 25 anos pedindo à ministra a aprovação do emparcelamento rural

2011 foi o melhor ano de gestão na vida da associação
Edição de 30.05.2012 | Economia
O entreposto comercial agrícola Agromais, com sede em Riachos, Torres Novas, comemorou, dia 25 de Maio os 25 anos de vida destacando o “histórico” volume de negócios apurado no final de 2011, de mais de 41 milhões de euros. Na ocasião foi prestada homenagem aos dois sócios fundadores ainda vivos, Alfredo Orvalho e Luís Vasconcellos e Souza. A data foi assinalada com um jantar de gala, realizado no Picadeiro Lusitanos, na Golegã, que contou com as presenças da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e dos ex-titulares da pasta Gomes da Silva, Sevinate Pinto e António Serrano, entre outras figuras de destaque da agricultura nacional.A Agromais, cujas explorações agrícolas associadas têm uma área potencial de produção de cerca de 10.000 hectares, divididos pelos campos de Riachos, Golegã, Chamusca, Alpiarça e agora também Almeirim, reivindica para si “o primeiro lugar a nível nacional entre as organizações de produtores no sector da comercialização de cereais e outros produtos agrícolas”.Segundo Jorge Neves, director geral da Agromais, «é fundamental continuar a fomentar a capacidade de resposta ao desafio que é hoje aumentar as áreas cultivadas. Acreditamos que somente organizações fortes, sérias e com uma atitude proactiva poderão continuar a dar um contributo válido para o reforço da produção agrícola nacional».Foi isso mesmo que a ministra da Agricultura realçou, apontando a Agromais como um exemplo de organização no mercado agrícola nacional e internacional. “A Agromais é um exemplo de quando as pessoas se envolvem e trabalham com profissionalismo, rigor, competência e dedicação, as coisas acontecem. A Agromais é um exemplo notável disso mesmo”, referiu.O incremento das áreas cultivadas de milho permitiram à Agromais ultrapassar a quantidade de 100.000 toneladas recepcionadas e alcançar o histórico volume de negócios apurado no final de 2011. “Apesar da pressão sobre os mercados mundiais de cereais, da fragilidade dos stocks ao final da campanha de 2011 e da volatilidade dos preços, a verdade é que estes são factores que acabaram por constituir um importante estímulo para os produtores de milho da região, que contribuíram significativamente para o incremento das áreas cultivadas para níveis nunca antes alcançados”, sublinhou, Jorge Neves.Luís Vasconcellos e Souza, fundador e presidente da Agromais, disse que, quando foi criado, em 1987, o entreposto teve a noção de que os mercados iriam ser abertos, tendo apostado muito na criação de infraestruturas. A Agromais tem hoje instalações de armazenamento e secagem de cereais, em Riachos, Azinhaga, Chamusca e armazenamento e transformação de produtos hortícolas na Chamusca e venda de produtos para a agricultura na Golegã. Actualmente, a Agromais tem uma capacidade de armazenamento para 42.500 toneladas de cereais, possui a maior estação de secagem do país e pode armazenar 14.000 toneladas de hortícolas. Nos últimos anos investiu 10 milhões de euros. Teve nestes vinte e cinco anos de vida um crescimento constante.A cooperativa é “de longe o maior produtor de cereais de Portugal e a maior organização de produtores em produto final”, que vai dos cereais, sobretudo milho, aos hortícolas, com destaque para a cebola e a batata. É, aliás, “líder em frescos”. Além dos factores de produção e da assistência técnica, a associação lançou-se este ano na produção, disse Vasconcellos e Souza.Num país “altamente deficitário”, o mercado interno domina o destino dos produtos comercializados pela Agromais (cerca de 90 por cento), mas exporta também produtos como tomate, cebola, pimentos e brócolos para a indústria, apontou. Aproveitando a presença de Assunção Cristas, o presidente da Agromais procurou sensibilizar a ministra para a questão do emparcelamento rural, lamentando Vasconcellos e Souza que, apesar de os produtores da região terem tudo aprovado, o processo nunca mais tenha avançado.

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